Efeitos de Um Programa de Tai Chi Chuan no Equilíbrio Estático e Dinâmico de Pessoas com Doença de Parkinson

Por: Junhiti Nagazawa.

104 páginas. 2017 20/04/2017

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Resumo

Pessoas com Doença de Parkinson (DP) geralmente são acometidas por prejuízos na mobilidade e equilíbrio, pois quando submetidas às condições desafiadoras, sua coordenação para ajustar o equilíbrio torna-se mais complexa. A prática regular de Tai Chi Chuan (TCC) demanda movimentos em múltiplas direções, concentração e mentalização do controle da base de sustentação, bem como seu deslocamento (lento) com controle respiratório e manutenção da postura, favorecendo o aumento da força muscular de membros inferiores e aumentando a atenção à estabilidade durante a mudança de posição dos pés. Embora a prática de TCC demonstre melhora no equilíbrio de pessoas com DP, esta melhora precisa ser demonstrada através de avaliações sensíveis que analisem a resposta autonômica postural pela margem de estabilidade, a qual é prejudicada pela postura curvada na DP. Desta forma, com o intuito de verificar os benefícios do TCC para esta população, foi realizado um estudo quase experimental visando aferir o efeito de 12 semanas de treinamento de Tai Chi Chuan estilo Yang no equilíbrio dinâmico e na estabilidade postural de idosos com doença de Parkinson. Participaram da pesquisa 39 indivíduos com diagnóstico clínico de DP, sendo divididos em grupo experimental (Grupo TCC) com n = 23 e média de idade de 67,17 ± 10,299, e grupo controle (GC) com n = 16 e média de idade de 68,94 ± 10,421. Todos os participantes foram submetidos à avaliação dos sintomas motores, do nível de severidade da doença, equilíbrio estático e dinâmico. Na análise estatística foi verificada a normalidade da amostra dos dois grupos pelo teste de Shapiro-Wilk e em seguida foi aplicada a ANOVA fatorial 2 way (pré e pós) X 2 grupos (controle e TCC) para verificar possíveis diferenças entre grupos e intra grupos, adotando um nível de significância de p ≤ 0,05. O Grupo TCC realizou 12 semanas de treinamento e o GC manteve suas atividades habituais; após este período, todos foram avaliados novamente e não houve diferença estatisticamente significativa entre o GC e o Grupo TCC, mas houve diferença no equilíbrio estático e dinâmico no Grupo TCC após o treinamento (F= 6,110 e p = 0,02). Verificou-se que após o treinamento com TCC houve uma melhora nas amplitudes de deslocamento do centro de pressão (COP) e na velocidade do COP. Houve uma melhora das amplitudes AP (p = 0,006) quando o equilíbrio é testado sem estímulo visual e ML (p = 0,027) com base de apoio fechada e estímulo visual. A melhora na velocidade do COP foi verificada em todas as condições testadas. Conclui-se então, que o treinamento de TCC em 12 semanas é capaz de alterar positivamente o equilíbrio estático e dinâmico em indivíduos com DP. Diante disso, podemos afirmar que a prática do TCC não foi significativamente melhor quando comparada ao grupo controle; no entanto, mais ensaios clínicos com mais tempo de seguimento são necessários para confirmar os resultados atuais dos benefícios da prática do TCC para indivíduos com Doença de Parkinson. Devido à existência de poucos estudos abordando esta metodologia, são necessárias novas pesquisas nessa área.

Endereço: http://googleweblight.com/?lite_url=http://repositorio.unb.br/handle/10482/23342&lc=pt-BR&s=1&m=638&host=www.google.com.br&ts=1513259751&sig=AOyes_QNnSXI2Kwhoz4zFYaXxEb2iSqqNQ

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