Efeitos de Diferentes Intensidades de Exercício Aeróbio no Miocárdio de Ratos com Síndrome Metabólica: Aspectos Morfométricos e Estereológicos

Por: Eduardo Morvan Leme Gargaglione.

2008 17/12/2008

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Resumo

A inatividade física e o baixo nível de condicionamento físico têm sido considerados fatores de risco para dislipidemia, hipertensão arterial, resistência a insulina, hiperinsulinemia, diabetes e obesidade central. O grupamento destes fatores de risco é caracterizado como Síndrome Metabólica (SM). O objetivo do presente estudo foi analisar, sob os aspectos morfométricos e estereológicos, os efeitos da caminhada e corrida em esteira, no ventrículo esquerdo de animais que apresentam SM. Foram utilizados 20 ratos de linhagem Wistar, machos de 21 dias, oriundos do Biotério Central da Universidade São Judas Tadeu. Os animais foram separados em grupos: Controle, SM, SM + Caminhada e SM + Corrida. Os métodos foram aplicados em quatro diferentes etapas: 1Indução da SM; 2Protocolo experimental de exercício físico; 3Eutanásia dos animais; 4Processamento do material para o estudo por meio de microscopia de luz e microscopia eletrônica. Determinaramse a área média dos miócitos, densidades numéricas dos miócitos (Nv [m]) e capilares (Nv [cap]), densidade de volume das fibras colágenas(Vv[fc]), densidade de volume dos miócitos (Vv [m]), do interstício cardíaco (Vv [int]) e dos capilares (Vv [cap]), com o auxílio de um sistema de análise de imagens Axion Vision. Os resultados obtidos foram agrupados em valores de média e erro padrão da média. Para o tratamento estatístico empregouse a análise de variância de um caminho (ANOVA) e Teste de Kolmogorov e Smirnov (p<0,0001). A área média dos miócitos resultou em aumento no volume relativo de acordo com a necessidade fisiológica exigida. Assim sendo, o grupo que realizou a caminhada teve um discreto aumento da sua área celular, já o grupo que realizou a corrida, tiveram seus miócitos hipertrofiados, sugerindo que a corrida conseguiu reverter a aparente atrofia desencadeada pela SM e inatividade física. A densidade numérica dos miócitos apresentouse de forma isotrópica em número sofrendo variações de acordo com seu volume. O grupo SM obteve uma densidade numérica de miócitos maior em relação aos grupos que praticaram exercícios e estes apresentaram uma redução na densidade numérica, por conta de um aumento de seu volume. Observouse que intensidade do exercício (Corrida) está relacionada a uma menor densidade de volume celular, portanto uma correção feita pelo exercício. Quanto a densidade numérica dos capilares cardíacos foi observado que tanto o grupo SM + Caminhada como o grupo SM + Corrida, tiveram a densidade numérica dos capilares aumentadas, o que melhora a nutrição e remoção residual do tecido muscular, corrigindo a diminuição induzida pela SM. No tocante a densidade de volume das fibras colágenas foi observado que os exercícios tendem a modular os fatores que ativam a formação de fibras colágenas, fazendo com que diminuam os riscos de disfunção diastólica ventricular. Quanto a densidade de volume dos miócitos foi observado que tanto a caminhada como a corrida, confirmaram sua eficácia para o aumento e a manutenção da massa miocárdica que, por sua vez, atua na prevenção do enfraquecimento cardíaco, insuficiência cardíaca e apoptose. No parâmetro relacionado com a densidade de volume do interstício cardíaco foi observado que a caminhada e a corrida tiveram seus interstícios aumentados e assim tendo uma contribuição para um maior aporte nutricional para o tecido cardíaco. Concluise que ambos os exercícios tiveram sua contribuição para específicas melhorias no tecido cardíaco e no controle dos agravantes da SM.

Endereço: http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2009_085_gargaglione.php

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