Efeitos do Exercício Físico Aeróbio na Modulação das Imunoterapias Intravesicais com Bacillus Calmette-guerin (BCG) e P-mapa no Tratamento do Câncer de Bexiga Urinária Não-músculo Invasivo (CBNMI)

Por: I. S. Nunes, M. A. A. E. Silva, P. V. Garcia e W. J. Fávaro.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Evidências sugerem que o exercício físico pode reduzir a incidência de câncer, decorrente do aumento da resposta antitumoral do sistema imune. Assim, os objetivos do presente estudo foram caracterizar os efeitos morfológicos e moleculares do exercício físico aeróbio no tratamento do câncer de bexiga não-músculo invasivo (CBNMI) associado às imunoterapias intravesicais com BCG e com o Agregado Polimérico Anidrídico Fosfolinoleato-Palmitoleato de Amônio e Magnésio (P-MAPA). Para a indução do CBNMI, 15 ratas Fischer 344 foram anestesiadas e receberam uma dose intravesical (i.v.) de 1,5 mg/Kg do carcinógeno N-metil-Nnitrosouréia (MNU) a cada 15 dias, totalizando 4 doses. Os outros 10 animais que não receberam MNU foram considerados como Grupo Controle (Grupo 1; n=5) e Grupo Exercício (Grupo 2; n=5). Após a indução com MNU, os animais foram divididos em 3 grupos: Grupo MNU+Exercício Físico (Grupo 3; n=5): submetidos ao protocolo de exercício físico aeróbio (natação) por 6 semanas consecutivas; Grupo MNU+P-MAPA+Exercício Físico (Grupo 4; n=5): receberam uma dose i.v. de 5 mg/kg de P-MAPA dissolvida em 0,3 mL de solução fisiológica 0,9% por 6 semanas consecutivas e submetidos ao mesmo protocolo de exercício físico dos Grupos 2 e 3; Grupo MNU+BCG+Exercício Físico (Grupo 5; n=5): recebeu uma dose i.v. de 40 mg de BCG por 6 semanas consecutivas e submetidos ao mesmo protocolo de exercício físico dos Grupos 2, 3 e 4. Os resultados histopatológicos demonstraram tumor indiferenciado, caracterizando carcinoma com invasão da lâmina própria (80%), carcinoma urotelial papilífero alto grau (20%) e metaplasia escamosa no Grupo 3. Na associação do exercício físico com BCG as alterações histopatológicas mais frequentes foram o carcinoma in situ (80%) e carcinoma urotelial papilífero de baixo grau (20%), demonstrando redução do grau de invasividade do tumor. Contudo, a associação P-MAPA+Exercício Físico apresentou melhor recuperação histopatológica quando comparada ao Grupo 5, sendo que 40% dos animais apresentaram recuperação total das lesões neoplásicas, 40% apresentaram lesões benignas e 20% apresentaram carcinoma urotelial papilífero de baixo grau, totalizando 80% dos animais livres de neoplasia. O exercício físico isoladamente ou associado às imunoterapias com BCG e P-MAPA foi capaz de reduzir significativamente os níveis protéicos para AKT, sendo que o Grupo 4 apresentou a menor redução desses níveis. Os níveis proteicos para TNF- α foram modulados pelo exercício físico, sendo que esses níveis foram significativamente maiores nos Grupos 4 e 5 em relação aos demais grupos experimentais. Assim, pode-se concluir que o exercício físico contribuiu na modulação das imunoterapias intravesicais com BCG e P-MAPA, promovendo a regressão tumoral através da diminuição dos níveis proteicos de AKT e aumentando os níveis de TNF-α. Portanto o exercício aeróbio pode ser considerado uma alternativa terapêutica adjuvante ao BCG e P-MAPA no tratamento do CBNMI.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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