Efeitos do Programa de Exercícios Físicos Aquáticos e Intervenção Dietética na Composição Corporal e Funcionalidade de Idosas com Osteoartrite de Joelho

Por: Arthur Pitta.

114 páginas. 2017 22/02/2017

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Resumo

A osteoartrite (OA) de joelhos é uma doença crônico-degenerativa e é uma das principais doenças relacionada a incapacidade física, dificultando a realização das atividades da vida diária. O exercício físico aquático e a redução do peso corporal são importantes para realizar mudanças morfofisiológicas e são indicados para o tratamento, prevenção e diminuição do ritmo de progressão da OA de joelhos. O presente estudo objetivou avaliar o efeito de 8 semanas do programa de exercício físico aquático aliado à intervenção dietética na composição corporal, função muscular e funcionalidade de idosas com Osteoartrite de Joelhos. Participaram 33 mulheres com OA de joelhos, com idade entre 60 a 83 anos de idade, distribuídas em três grupos: grupo exercício (GE; n=11), grupo dieta (GD; n=9) e grupo exercício e dieta (GED; n=15). Foram avaliadas a antropometria (massa corporal total [MCT], índice de massa corporal [IMC], circunferência abdominal [CA], massa magra [MM] e massa de gordura [MG]), função muscular (pico de torque [PT], trabalho total [T] e potência [P]), a funcionalidade (desempenho nos testes funcionais) e a dor, rigidez articular e função física (WOMAC) antes (pré-testes) e após o treinamento (pós-testes). O programa de exercício físico aquático aliado a intervenção dietética teve duração de 60 minutos, realizados duas vezes por semana durante 8 semanas. O programa compreendeu exercícios para membros inferiores e exercícios aeróbios. Para o tratamento estatístico foi realizado o teste de Shapiro-Wilk, ANOVA modelo misto, Tukey, ANCOVA e o partial eta squared. Nas variáveis antropométricas os grupos GD e GED apresentaram reduções significativas de 2,19% (p=0,021), 2,31% (p=0,014), 10,84% (p=0,002) e 2,18% (p=0,002), 2,15% (p=0,004), 8,44% (p=0,001) para MCT, IMC e MG respectivamente. Em relação a função muscular, houve melhora após o treinamento nos grupos GE e GED. O GE teve um aumento significativo nas variáveis de pico de torque e potência dos flexores do joelho esquerdo em velocidade de 180º/s de 11,61% (p=0,041) e 11,17% (p=0,030) respectivamente. Já o GED apresentou um aumento significativo nas varíaveis de pico de torque dos flexores do joelho direito em velocidade de 60º/s de 7.5% (p=0.020) e pico de torque, trabalho total e potência dos flexores do joelho esquedo em velocidade de 180º/s de 12.22% (p=0.012), 11.46% (p=0.09), 8.94% (p=0.05) respectivamente. Em relação ao desempenho dos testes funcionais foi verificado diminuição de 14.37% (p=0.004) e 9.22% (p=0.026) no tempo da velocidade da marcha de 4 metros nos grupos GE e GED respectivamente. Com base nos achados deste estudo, é possível concluir que o programa de exercício físico aquático melhorou somente nos parâmetros físicos. Enquanto, o programa de intervenção dietética melhorou somente os parâmetros antropométricos. Já o programa de exercícios físicos aquático aliado a intervenção dietética foi eficaz para a redução de peso, melhora da composição corporal, função muscular e funcionalidade.

Endereço: http://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/48932

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