Efeitos do Treinamento com Espirômetros de Incentivo a Fluxo e a Volume em Indivíduos Saudáveis

Por: Bruna Varanda Pessoa-santos, Ivanize Mariana Masselli dos Reis, Mauricio Jamami, Renata Pedrolongo Basso-vanelli e Valéria Amorim Pires Di Lorenzo.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.23 - n.2 - 2015

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Resumo

São escassos os relatos encontrados na literatura que fazem comparações entre diferentes espirômetros de incentivo (EI) e há diferenças nos métodos adotados. Assim, os objetivos do estudo foram comparar o efeito dos EI a fluxo Cliniflo® com fluxo pré-determinado e a volume Voldyne® na função pulmonar, mobilidade tóraco-abdominal e força muscular respiratória, assim como analisar as características dos protocolos de treinamento baseado na sobrecarga gerada por cada um desses EI em indivíduos saudáveis sedentários. Foram avaliados 20 indivíduos saudáveis sedentários de 18 a 30 anos, de ambos os sexos, distribuídos randomicamente entre dois grupos: grupo Cliniflo® (GC) e grupo Voldyne® (GV) e reavaliados após cinco semanas, por meio da espirometria, manovacuometria e cirtometria dinâmica, e foi calculado o índice de amplitude tóraco-abdominal (IA). Os indivíduos realizaram duas sessões semanais de treinamento muscular respiratório (TMR) durante cinco semanas, totalizando 10 sessões. Na análise intragrupos, no GC verificou-se aumento estatisticamente significativo da capacidade vital e do pico de fluxo expiratório (PFE), e no GV observou-se aumento significativo dos valores de capacidade vital forçada, do PFE e da ventilação voluntária máxima, obtidos pela espirometria. Quanto às pressões inspiratória e expiratória máximas e os IA axilar, xifoidiano e abdominal não foram observadas diferenças significativas em nenhum dos grupos. Quanto à análise intergrupos, também não foi observada diferença significativa entre eles. Conclui-se que o treinamento com EI a fluxo Cliniflo® e a volume Voldyne® proporcionaram melhora das capacidades pulmonares, pico de fluxo e, somente no a volume, na endurance muscular respiratória na amostra estudada. E quanto as características do treinamento, ambos geraram baixa sobrecarga e dessa forma, não caracterizaram-se como treinamentos de força muscular respiratória.

Endereço: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/5217

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