Efeitos do Treinamento com Kettlebell no Desempenho Funcional, Estabilidade Postural e Força Isocinética de Membros Inferiores em Indivíduos com Doença de Parkinson

Por: Camila Wells Damato Marcelino.

83 páginas. 2018 12/03/2018

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Resumo

doença de Parkinson (DP) é caracterizada por distúrbios motores relacionados à diminuição da funcionalidade e independência, sendo a estabilidade postural (EP), a força e a potência muscular componentes influenciadores destes e da execução de atividades da vida diária. As características físicas do kettlebell permitem movimentos com transferências para muitas destas atividades, incluindo componentes de estabilização e força. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos de 15 semanas de treinamento com kettlebell no desempenho funcional, força de membros inferiores e EP em indivíduos com DP. Vinte e seis indivíduos com DP foram divididos em Grupo Treinamento (GT, n = 17, 64,94 ± 9,29 anos), direcionado ao treinamento com kettlebell contendo os seguintes exercícios: Bottom-Up, fases inicias do Turkish Get Up, Farmer Walk, Goblet Squat, Dead Lift e Swing; e Grupo Atividades Não Periodizadas (GANP, n = 9, 68,69 ± 7,84 anos), direcionado ao programa de atividades físicas não periodizadas envolvendo exercícios de musculação e alongamentos. Antes e após a intervenção foram avaliadas variáveis de desempenho funcional, utilizando-se os testes Timed Up and Go (TUG), Teste de sentar e levantar (SL), Teste de Flexão de Cotovelo (FCot) e Teste de caminhada de 6 minutos; avaliação de força de membros inferiores por meio do pico de torque (PT) e pico de torque relativo ao peso corporal (PT/BW); avaliação do equilíbrio dinâmico por meio da Escala de equilíbrio de Berg (EEB); e avaliação da EP utilizando-se o deslocamento do centro de pressão (COP). Para tratamento estatístico foi utilizado o teste de ANOVA fatorial 2 [Tempo (pré e pós)] X 2 [GT e GANP)] ou ANOVA de Friedman para dados não paramétricos, e o valor de significância adotado foi p ≤ 0,05. Foram verificadas diferenças significativas para o GT no TUG (p = 0,000), SL (p = 0,000) e FCot (p = 0,000), demonstrando melhora do desempenho funcional. Já no GANP foi verificado decréscimo do desempenho funcional no SL (p = 0,004) e no FCot (p = 0,005). Entre os grupos houve diferença significativa no TUG (p = 0,035), SL (p = 0,000), FCot (p = 0,000) e EEB (p = 0,013). Quanto a força foi verificado aumento com diferença significativa para o GT no PT/BW de flexão da perna direita (p = 0,000) e esquerda (p = 0,034). Na avaliação de EP foram verificadas diferenças significativas no GANP para os deslocamentos médio lateral (p = 0,000) e ântero posterior (p = 0,025) do COP em posição de base aberta e olhos abertos, e entre os grupos no deslocamento médio lateral (p = 0,011) na mesma posição, demonstrando decréscimo da EP no GANP e manutenção da EP no GT. Os resultados demonstram que o treinamento com kettlebell com duração de 15 semanas é eficiente na melhora do desempenho funcional, aumento da força muscular e manutenção da EP em indivíduos com DP.

Endereço: http://repositorio.unb.br/handle/10482/31410

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