Efeitos do Treinamento Concorrente Sobre as Células Satélites Musculares de Idosos

Por: Miguel Soares Conceição.

2016 18/12/2015

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Resumo

Resumo: Muitos estudos tem demonstrado que o envelhecimento pode induzir o desenvolvimento da sarcopenia que é caracterizada pela diminuição da área de secção transversa do músculo (AST) e da produção de força muscular. Além disso, o envelhecimento pode também diminuir a capacidade cardiorespiratória. No intuito de diminuir ou reverter esses efeitos adversos, tem sido recomendado a realização do treinamento de força (TF) e do treinamento aeróbio (TA) na mesma unidade de tempo, chamado de treinamento concorrente (TC). Contudo, foi demonstrado que o TC pode induzir um fenômeno denominado de efeito da interferência. O efeito da interferência é caracterizado pelo menor desenvolvimento da hipertrofia e da força muscular comparado ao TF realizado de forma isolada. Dada a importância das células satélites (CS) musculares para o processo de hipertrofia muscular, alguns estudos tem verificado a participação dessas após o TF. Apesar do número de estudos que demonstraram a participação efetiva das CS no processo de hipertrofia após o TF, nenhum estudo demonstrou a resposta das CS após um período de TC, principalmente em idosos. Para elucidar essa questão, o objetivo do presente estudo foi comparar o número de CS e mionúcleos, bem como a resposta da expressão de genes como IGF-1 e miostatina envolvidos na ativação de CS, após 12 semanas de TC e TF em idosos. Vinte e quatro idosos saudáveis (idade 64±4 anos, peso 64±4 Kg, altura 1.64±0.11 m) previamente destreinados foram alocados de forma balanceada e aleatória em um dos três seguintes grupos: treinamento concorrente (TC, n=8, 4 homens e 4 mulheres), treinamento de força (TF, n=9, 5 homens e 4 mulheres) ou grupo controle (GC, n=7, 4 homens e 3 mulheres) e engajados num período de 12 semanas de intervenção. Antes e após as 12 semanas, todos os voluntários realizaram uma biopsia muscular na qual as CS e os mionúcleos foram detectados por imunofluorescência, e os genes detectados pela técnica Deep Sequence, testes de força muscular (1-RM) e de consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e exame de imagem da coxa por ressonância magnética. Durante a intervenção, o grupo TF realizou o treinamento 2x por semana no equipamento Leg press 45° (4x10 com 70-80% de 1-RM e 60s de intervalo). Já o grupo TC realizou o mesmo TF e em outros dois dias realizou TA com uma intensidade que variou de 60-85% do VO2máx durante 40-50 minutos. O GC não realizou nenhum tipo de treinamento durante as 12 semanas. Após comparar os dados através do programa estatístico SAS utilizando um modelo misto de análise foi observado que o TF e o TC apresentaram aumento significante (P< 0.05) de força e hipertrofia muscular da coxa e do quadríceps em relação ao momento inicial, mas sem diferença entre grupos. Não houve nenhuma interação significante para o número de CS e de mionúcleos. Além disso, não houve nenhuma modificação significante para a expressão dos genes IGF-1, miostatina e MyoD. Para o gene PAX7 houve uma modificação significante em relação ao momento pré para o grupo TC. Conclui-se que 12 semanas de TC em idosos foram eficientes para aumentar força e hipertrofia muscular de maneira semelhante ao TF, porém tanto o TC quanto o TF não apresentaram aumento do número de CS ou mionúcleos, bem como não houve modificações na expressão gênica de IGF-1 e miostatina após um período de TC ou mesmo de TF.

TEXTO COMPLETO DA TESE/DISSERTAÇÃO NÃO DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD.
DATA DA LIBERAÇÃO: MARÇO DE 2017

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000963797&opt=1

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