Efeitos do Treinamento Funcional nas Funções Cognitivas Frontais de Idosos com Doença de Alzheimer

Por: E. G. Carmo, G. Fuzaro Junior, J. L. Riani Costa, L. Scarpari, R. V. Pedroso e T. M. Vital.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

Send to Kindle


Resumo

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa e insidiosa, caracterizada por comprometimentos cognitivos, funcionais e motores.Com a progressão dos sintomas, o lobo frontal do cérebro é acometido, acarretando prejuízos cognitivos que englobam a atenção, memória, linguagem, raciocínio, resolução de problemas, planejamento e alterações comportamentais.Estas mudanças afetam diretamente o desempenho das atividades de vida diária do idoso, reduzindo sua independência.Assim sendo, programas que atenuem esses déficits e visem à melhora e/ou manutenção do quadro clínico do idoso com DA são importantes para a melhoria da qualidade de vida desta população.Desta forma, o objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do treinamento funcional nas funções cognitivas frontais de idosos com DA. Participaram do estudo um total de 40 idosos com DA, nos estágios leve e moderado da doença, distribuídos em dois grupos: 22 idosos participaram do grupo de treinamento funcional (GT), os quais realizaram exercícios físicos funcionais e 18 idosos participaram do grupo de convívio social (GCS), com atividades de estimulação cognitiva.A média de idade e escolaridade dos respectivos grupos:GT (78,0±5,6 anos) e GCS (74,6±7,6 anos), GT (4,3±5,0 anos de escolaridade) e GCS (5,1±5,8 anos de escolaridade).Os participantes dos grupos fazem parte do Programa de Cinesioterapia Funcional e Cognitiva em Idosos com Doença de Alzheimer (PRO-CDA), um projeto de extensão oferecido na UNESP.O período total dos protocolos do GCS e do GT é de 12 semanas, com atividades realizadas três vezes por semana, em dias alternados e duração de 60 minutos cada sessão.Para avaliação dos idosos foram utilizados os seguintes instrumentos:Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para funções cognitivas globais, Bateria de Avaliação Frontal (BAF) para funções frontais e a Escala Geriátrica de Depressão - Geriatric Depression Scale (GDS) versão 30, para detecção de sintomas depressivos.Todos os dados foram expressos em média e desvio padrão.Inicialmente a normalidade dos dados foi verificada por meio do teste de Shapiro Wilk e posteriormente foi utilizado o teste t para amostras independentes para comparação entre grupos e o teste t pareado para comparação intragrupos, admitindo nível de significância de 5%.Não houve diferença entre grupos e intragrupos nos momentos pré e pós-intervenção.A estatística descritiva apontou as seguintes médias dos grupos nos instrumentos utilizados:no MEEM, o GT (Pré:18,5±5,1; Pós:18,0±4,7) e o GCS (Pré:18,7±4,8; Pós:20,0±5,7). No GDS, o GT (Pré:6,3±3,5; Pós:7,5±4,3) e o GCS (Pré:6,9±5,3; Pós:7,3±6,4). Na BAF, o GT (Pré: 8,5±3,1; Pós:8,6±3,0) e o GCS (Pré:8,6±3,5; Pós:8,2±3,0). Pode-se afirmar,observando os resultados,que as duas intervenções foram suficientes para garantir a manutenção das funções cognitivas frontais dos idosos com DA, dado este clinicamente relevante, uma vez que a DA é uma doença progressiva e irreversível. Apoio: PROEX e CAPES.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.