Efeitos de Dois Programas de Treinamento Muscular Respiratório nas Pressões Respiratórias Máximas e na Autonomia Funcional de Idosos Institucionalizados

Por: Marília de Andrade Fonseca.

98 páginas. 2010

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Resumo

Este estudo objetivou comparar o efeito de dois programas de treinamento muscular respiratório na força dos músculos respiratórios e na autonomia funcional de idosos institucionalizados. O estudo foi realizado no período de outubro∕2008 a janeiro∕2009 em instituições de longa permanência da cidade de Vitória da Conquista – Bahia. Esta investigação experimental teve sua amostra dividida, aleatoriamente em: grupo Threshold (GT, n=14, idade= 70±8 anos), grupo Voldyne (GV, n=13, idade= 70±7anos) e Grupo Controle (GC, n= 13, idade= 73±7 anos). Os grupos GT e GV foram tratados com exercícios respiratórios e treinamento muscular com Threshold® e Voldyne®, respectivamente. O GC realizou apenas exercícios respiratórios. Medidas avaliadas: Músculos respiratórios (Pimáx e Pemáx), avaliadas por manovacuômetro (Critical Med/USA-2005) e a autonomia funcional, avaliada pelo protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino-Americano para a Maturidade (GDLAM). O treinamento do GT consistiu em exercícios respiratórios e uso do Threshold com uma carga de trabalho instalada gradualmente, começando do valor de 50% da Pimáx, sendo acrescidos 10% por semana, até a 4ª semana. A partir da 5ª semana, foram acrescidos 5% até completar 100% ou 41 cmH2O na 8ª semana. A partir de então, este valor foi mantido nas duas últimas semanas. Para o GV, o paciente utilizou exercícios respiratórios associados ao Voldyne. Foi realizada uma inspiração lenta e profunda até a capacidade inspiratória a partir da capacidade residual funcional, com sustentação da inspiração máxima por três segundos. O treinamento com Threshold e Voldyne foi realizado 3x semana durante 20 minutos, durante 10 semanas. Para a avaliação da normalidade do grupo foi utilizada a estatística de Shapiro Wilk. Quanto a comparação intragrupos, foi utilizado o Teste t-student pareado ou Wilcoxon, quando apropriado. Na comparação intergrupos, foi utilizado o ANOVA 3x2, seguido do teste de Post Hoc de Sheffé (Pimáx) ou o teste de Kruskal-Wallis, seguido do teste de Mann-Whitney, quando apropriado. Nos resultados, foi observado na comparação intragrupos da Pimáx um aumento significativo nos GT (Δ=27,07 cmH2O, p=0,001) e GV (Δ= 13,15 cmH2O; p=0,010). Na avaliação intergrupos, melhoras significativas da Pimáx nos GT (p=0,0001) e GV (p=0,037) quando comparados ao GC. Na Pemáx, comparando intragrupos, observou-se melhora significativa satisfatória para os GT e GV (Δ= 23,14 cmH2O; p=0,0001 e Δ=10,92 cmH2O; p=0,010, respectivamente). De forma contrária, insatisfatória para o GC (Δ= -2,31; p=0,008). Para a autonomia funcional, na comparação intragrupos houve diferença significativa no GT para todos os testes (IG: Δ%= -7,45, p=0,0001), exceto no LPDV. Já no GV houve diferença significativa para o C10m (Δ= -1,60; p=0,004).

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