Efeitos do Exercício Físico na Composição Corporal e na Istribuição de Gordura Corporal de Pessoas com Doença das Artérias Coronárias

Por: Helena Santa-clara.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A obesidade tem sido associada a inúmeras doenças e factores de risco, particularmente a Doença das Artérias Coronárias (DAC).A distribuição de gordura corporal
também desempenha um papel importante no risco de DAC, independentemente
do nível de obesidade. O objectivo desta investigação foi analisar as diferenças entre
sujeitos com DAC envolvidos num programa de reabilitação cardíaca (PRC) e sujeitos com DAC que não participam em qualquer PRC, relativamente à sua composi-
ção corporal e distribuição de gordura corporal.A composição corporal e distribui-
ção de gordura corporal de 62 sujeitos do sexo masculino foi avaliada através de
análise por Densitometria por Raio-X de Dupla Energia (DXA). A amostra foi
organizada em dois grupos. O Grupo 1 (G1, n=31) constituído por sujeitos envolvidos na fase IV de um PRC há mais de um ano (idade: 58 + 10 anos). O grupo 2
(G2, n=31) constituído por sujeitos que não participavam em PRC (idade: 59 + 12
anos). Os sujeitos do G2 apresentaram valores superiores aos sujeitos do G1 nas
variáveis peso corporal (84,924+11,250kg vs 79,077+10,050kg respectivamente,
p<0,05), IMC (29,0+3,2kg/m2 vs 27,3+2,6 kg/m2 respectivamente, p<0,05), massa
gorda (MG) (24,584+6,696kg vs 20,010+7,340kg respectivamente, p<0,05), % MG
(28,6+4,9% vs 24,7+6,7% respectivamente, p<0,05), MG tronco (14,563+4,408kg
vs 11,430+4,743kg respectivamente, p<0,01), % MG tronco (32,8+6,0% vs
27,4+8,5% respectivamente, p<0,01), MG abdominal total (2,934+1,068kg vs
2,083+1,058kg respectivamente, p<0,01), % MG abdominal total (37,2+6,1% vs
31,3+9,4% respectivamente, p<0,01), MG visceral (2,401+0,693kg vs 1,731+0,826kg
respectivamente, p<0,01), % MG visceral (35,5+5,7% vs 29,6+9,1% respectivamente, p<0,01), MG abdominal subcutânea (0,533+0,421kg vs 0,353+0,257kg respectivamente, p=0,05) e razão MG abdominal total/MG (0,12+0,03 vs 0,10+0,02
respectivamente, p<0,05). O G2 também apresentou maior prevalência de obesidade (IMC> 30 kg/m2) (p<0,05) sendo que 1 em cada 3 sujeitos era obeso, enquanto no G1 apenas 1 em cada 10 sujeitos apresentou a classificação de obesidade.
Não foram observadas diferenças entre os grupos em todas as outras variáveis em
estudo, incluindo a massa isenta de gordura total e regional. Estes resultados indicam que os sujeitos que não participavam em qualquer PRC apresentavam um
perfil de composição corporal e de distribuição de gordura corporal mais adverso

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/61_Anais_p221.pdf

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