Efeitos do Feedback Extrinseco Aumentado na Aprendizagem de Uma Habilidade Motora Fechada

Por: Luiz Estanislau Piekarzievcz.

71 páginas. 2004 10/11/2004

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Resumo

Este estudo procurou investigar a influência do feedback extrínseco aumentado verbalmente e do feedback extrínseco aumentado visualmente durante a aprendizagem da habilidade motora do putting no golfe, em universitários com idade entre 18 e 25 anos, sem experiência prévia, comparando-os então com universitários que não receberam qualquer tipo de feedback extrínseco aumentado. Participaram deste estudo 30 sujeitos voluntários (n=30) os quais foram designados aleatoriamente a um dos três grupos (G1 - feedback extrínseco verbal; G2 - feedback extrínseco visual; e G3 - feedback intrínseco). Inicialmente foi realizado um pré-teste (T1) composto de cinco tentativas de atingir o hole, para avaliar o nível inicial de todos os sujeitos. Posteriormente, foram administradas as sessões de prática com o fornecimento do feedback específico a cada grupo, durante um período de quatro dias consecutivos, onde cada sujeito executou um total de cem repetições do movimento. Ao final do período de prática todos os sujeitos foram submetidos ao pós-teste (T2), idêntico ao pré-teste (T1), para avaliar as mudanças no comportamento em função da prática. Finalmente para determinar a retenção da habilidade motora, ou seja, avaliar as mudanças estáveis no comportamento, os sujeitos foram avaliados por meio de um teste de retenção (T3), também idêntico ao pré-teste e ao pós-teste, o qual foi realizado dezessete dias após o pós-teste. A avaliação quantitativa foi realizada por meio da melhora na precisão espacial da posição das bolas em direção ao hole, calculado por meio do erro absoluto (EA), do erro constante (EC), e finalmente do erro variável (EV). Com relação a avaliação qualitativa, esta foi realizada por meio da observação na melhora da produção do movimento, a qual reflete as medidas de processo, por meio da avaliação de cinco aspectos mais relevantes para a execução do movimento. Análise de variância (ANOVA - two way) com medidas repetidas e Post hoc Scheffé test foram calculadas nos resultados das medidas dependentes utilizadas para as análises, onde foi estipulado um nível alpha de significância em 0,05 para as análises. Os resultados das análises de variância do EA (erro absoluto) indicaram diferenças significativas apenas para o período de testagem F(2,81) = 9,49 p=0,0001. Não foram encontradas diferenças significativas para o tipo de feedback F(2,4) = 5,57 p=0,0696 e para a interação entre os grupos F(4,81) = 0,19 p=0,9403. Os resultados das análises de variância do EC (erro constante) indicaram também diferenças significativas para o período de testagem F(2,81) = 9,16 p=0,0002, não sendo encontradas diferenças significativas para o tipo de feedback F(2,4) = 5,57 , p=0,0696 e para a interação entre os grupos F(4,81) = 0,20 , p=0,9336. Finalmente com relação aos resultados das análises de variância do EV (erro variável) os resultados indicaram também diferenças significativas apenas para o período de testagem F(2,81) = 8,12 , p=0,0006. Não foram ix encontradas diferenças significativas para o tipo de feedback F(2,4) = 0,83 , p=0,4959 e para a interação entre os grupos F(4,81) = 0,36 p=0,8351. Assim, a análise dos resultados indicou que independente do tipo de feedback ocorreu uma melhora no desempenho dos grupos após o período de prática. A análise Post hoc Scheffé test indicou que esta melhora foi significativa para o período do pré-teste (T1) em relação ao pós-teste (T2) e ao teste de retenção (T3), porém não houve alteração significativa entre o pós-teste (T2) e o teste de retenção (T3). Com respeito a avaliação qualitativa, esta indicou que o feedback extrínseco aumentado é essencial para os sujeitos alterarem a característica do movimento, pois sem a informação externa, principalmente por meio do feedback extrínseco aumentado verbalmente, os sujeitos não conseguem detectar seus erros, apresentando limitações na tentativa de executar um padrão de movimento correto (SMETHURST e CARSON, 2001; AYERS, DELL’ORSO, DIETRICH, GURVITHCH, HOUSNER, KIM, PEARSON e PRITCHARD, 2003; GOODMAN, WOOD e HENDRICKX, 2004). Assim, em virtude de todos os grupos apresentarem uma melhora no desempenho, independente do tipo de feedback recebido, aparentemente a melhora no comportamento não beneficiou o desempenho dos sujeitos, ou seja, a mudança no comportamento não apresentou reflexos no desempenho dos sujeitos. 

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/4733

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