Efeitos da Lesão Medular em Ratos Sobre a Concentração Plasmática e Tecidual de Mglutamina e na Resposta Imunitária de Linfócitos e Macrofagos

Por: Ricardo Antonio Tanhoffer.

89 páginas. 2004 23/11/2004

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Resumo

A lesão medular (LM) é uma patologia altamente incapacitante e constitui verdadeiro desafio à reabilitação, devido aos problemas sensitivos, motores e alterações viscerais importantes. As principais conseqüências da LM são a disfunção do sistema nervoso autonômico e a paralisia dos músculos e perda da sensibilidade inervadas pelo segmento lesado e imediatamente abaixo deste nível. Em adição, o lesado medular convive com uma série de fisiopatologias secundárias, entre elas, a incidência de infecções, estas sendo a principais causas de morbidade e mortalidade nessa população. A glutamina é o aminoácido mais abundante no plasma e tecidos, sendo o principal sítio de síntese a musculatura esquelética (ME) ativa. Glutamina tem estreita relação com a manutenção da imunocompetência, por ser amplamente utilizada pelas células de divisão rápida, ex. linfócitos. O objetivo deste trabalho foi verificar se a perda do controle motor da musculatura dos membros inferiores alterariam as concentrações do aminoácido glutamina no plasma e nos músculos de animais lesados medular, nas fases aguda (48 horas pós lesão) e secundária, ou semi-aguda (cinco dias pós lesão), bem como seus efeitos sobre parâmetros imunitários, em ratos. Para causar a LM, os ratos foram submetidos à laminectomia entre a 3a a 4a vértebras e em seguida efetuada a transecção da medula espinhal. A LM promoveu redução da massa corpórea (13%) quando comparada ao controle ao final de 5 dias. A concentração de glutamina no plasma no 2o dia e 5º dia foi significativamente menor quando comparado ao controle (p<0,01). Músculo vermelho tem perda significativa de glutamina (p<0,01) assim como a porção branca do gastrocnêmio (p<0,001), possivelmente por tratarem-se de membros que foram desnervados, já que o epitroclearis não sofreu o mesmo fenômeno. Os macrófagos tiveram sua capacidade fagocítica e volume lisossomal significativamente reduzidos no 2o. dia, mas elevou-se acima do controle no 5o dia (p<0,001), caracterizando um efeito rebote em sua resposta. A Produção de O2- elevou-se no 2o dia (p<0,001) mas foi similar à do controle no 5o dia. Interessantemente a produção de H2O2 não se alterou no 2o e 5o dia. A população de linfócitos CD4 teve redução discreta, porém não significativa (p>0,05), mas a de CD8 estava reduzida significativamente quando comparada aos controles, sugerindo que a LM altera as populações Th-1/Th-2. Conclui-se a LM agudamente reduz a glutaminemia e a concentração de glutamina nos membros desnervados, e isto foi acompanhado por modificação importante da resposta imunitária.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/33088

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