Efeitos Morfoquantitativos do Exercício de Força Sobre os Componentes Elástico e Muscular da Parede da Artéria Aorta Ascendente de Ratos Wistar Idosos

Por: Sarah Martins dos Santos.

2009 15/12/2009

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Resumo

Vários trabalhos têm demonstrado que exercícios de força produzem alterações fisiológicas no sistema cardiovascular de idosos. São escassas, porém, as informações sobre efeitos morfológicos e quantitativos deste tipo de exercício sobre Indivíduos desta faixa etária. Este trabalho investigou a variação de parâmetros morfoquantitativos da parede da artéria aorta ascendente de ratos Wistar idosos submetidos a um programa de exercício de força. Foram utilizados 15 animais distribuídos em 3 grupos de 5 animais cada: GC (grupo controle, sacrificado aos 13 meses de idade); GS (grupo sedentário) e GT (grupo treinado, que realizou exercícios de força), sendo que os animais de GS e GT foram sacrificados aos 16 meses de idade. Para o treinamento utilizou-se uma escada de madeira com degraus de ferro de 110 cm de altura com inclinação de 80°. Após um período de adaptação, os animais do grupo GT subiam a escada 6 vezes por dia, durante 5 dias por semana, sendo que a cada semana, foi adicionada uma sobrecarga proporcional ao peso do animal, através de fixação de pesos de chumbo à cauda do animal. O período total de treinamento foi de 12 semanas. Os animais do grupo GS subiram a escada uma vez por dia, 5 vezes por semana, com o objetivo de provocar um estresse semelhante ao do grupo treinado. A preparação do material foi feita com técnicas convencionais de histologia, utilizando as colorações de Hematoxilina-Eosina e Hematoxilina de Verhoeff, para evidenciar os componentes celulares e de tecido elástico, respectivamente, da parede da artéria aorta. Utilizando técnicas morfométricas e estereológicas foi medida a espessura das túnicas íntima e média em conjunto, quantificados o número médio de lamelas elásticas, o número de núcleos de miócitos por secção da parede, a densidade de volume dos núcleos de miócitos (QA[nu]), e a densidade de superfície das lamelas (Sv) da aorta. Os resultados indicaram que o envelhecimento promoveu aumento significante da espessura da aorta, aumento significante do número de lamelas, diminuição significante da densidade de superfície das lamelas, da densidade de volume das lamelas (NS) e do número de transecções de núcleos de miócitos (P<0,05). O treinamento de força mostrou-se capaz de atenuar estes efeitos do envelhecimento. Portanto, o exercício de força pode ser uma estratégia para minimizar os efeitos morfológicos causados pelo envelhecimento tardio da artéria aorta.

Endereço: http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2010_126_santos.php

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