Efeitos nos Parâmetros Metabólicos e Hemodinâmicos em Intervenção com Videogames Ativos: Estudo Clínico Randomizado

Por: Jorge Luiz de Brito Gomes.

96 páginas. 2015 06/03/2015

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Resumo

Introdução: Embora a pesquisa anterior apresente que videogames ativos (VGAs) melhoram a aptidão cardiovascular, pouco se sabe sobre os parâmetros e tipos de jogos que podem maximizar esses benefícios reduzindo a inatividade física. Objetivos: Este estudo determinou: a) verificar em que semana com que os diferentes tipos de AVG melhorar a potência de adultos jovens e que tipos de jogos resultar em mais melhorias capacidade aeróbia durante uma intervenção de 6 semanas. b) verificar em que semana VGAs, estruturados e não estruturados, proporcionam mudanças nas variáveis hemodinâmicas em adultos jovens, melhorando a sua aptidão c) comparar dois tipos diferentes de VGAs nas mudanças de esforço físico atingido e motivação em adultos jovens. d) comparar o instrumento direto e indireto e utilizar este instrumento indireto (análise da frequência cardíaca: FC) como uma ferramenta prática para verificar este esforço físico em VGAs. Procedimentos metodológicos: Vinte adultos jovens saudáveis fisicamente inativos participaram do ensaio clínico randomizado. Após avaliações iniciais participantes foram divididos aleatoriamente em três grupos paralelos: VGA estruturado (n=6), não estruturado (n=7) e grupo controle (n=7). Os participantes fizeram suas respectivas 3 sessões por semana durante 6 semanas (30 minutos por sessão). O grupo controle manteve suas atividades normais. Resultados: Artigo 1: melhoras significativas da potência em ambos VGAs após de quatro semanas, mas somente o grupo estruturado manteve nas semanas subsequentes cinco e seis. A capacidade aeróbica elevou significativamente no não-estruturado (Pré:36,0±5,2ml.kg.min-¹, Pós: 39,7±4,9ml.kg.min-¹, p=0,038) e estruturado (Pré:39,0±5,9ml.kg.min-¹, Pós: 47,8±4,3ml.kg.min-¹, p=0,006). Artigo 2: O estruturado em exatamente seis semanas apresentou redução da frequência cardíaca, melhorando aptidão física (14% de variação; p<0,05). Por outro lado, ambas intervenções não melhoraram a pressão arterial sistólica (PAS), apesar de manter a diastólica (PAD) durante 6 semanas de experimento (PAS? não estruturado: -2% e estruturado: 11%; PAD ? não estruturado: 0% e estruturado: 0%; p>0,05). Diminuição significativa no duplo produto apenas nos praticantes de VGA não estruturados apenas na quarta semana (11% de variação; p<0,05). Artigo 3: Não houve diferenças entre a capacidade aeróbia direta e indireta (36,0±5,2 vs 33,9±6,0ml/kg/min-1: não estruturados; 39,0±5,9 vs 37,7±5,9ml/kg/min-1; p>0,05). Não houve diferença na FC máxima, percepção de esforço e motivação (p>
0,05) entre os VGAs. Houve na FC média (sessões 14 e 18), MET (sessão 13) e gasto energético (GE; sessão 13) (p<0,05). Em valores, o FC e GE indireto foram maiores no estruturado em comparação com o não-estruturado. Conclusões: O VGA estruturado proporciona maiores benefícios na capacidade aeróbica, potência (aumento 4-6º semana) e FC de repouso (reduções após 6º semana) em adultos jovens em relação ao VGA não estruturado. Durante as sessões, as respostas da FC e GE indireto do estruturado mostraram valores mais elevados em comparação com os valores do VGA não estruturado. Estes períodos devem ser considerados para prescrição de programas de treinamento com VGA para jovens adultos. As medidas indiretas demonstraram eficácia para análises esforço físico em VGAs a longo prazo. Além disso, a motivação não diferiu entre os jogos; neste sentido motivacional, os dois VGAs podem ser utilizados para iniciar uma atividade física devido a aderência dessas sessões de intervenção com VGA.

Endereço: http://w2.atrio.scire.net.br/upe-papgef/pub/ThesisViewAll.do?method=viewAll&id=108&pg_query=5861630654387698&pg_range=5

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