Efeitos de Programas de Exercícios Aquáticos e de Solo Sobre a Variação da Pressão Arterial em Homens Hipertensos

Por: Claudia Mara Campestrini Bonissoni.

2006

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Resumo

Introdução - A doença hipertensiva é o mais perigoso fator de risco para o desenvolvimento de enfermidades cardiovasculares, acometendo cerca de 16,8 milhões de brasileiros, com idade igual ou superior a 40 anos, sendo considerada um problema de saúde pública. Objetivos - O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos de um programa de exercícios aquáticos com um programa similar de exercícios no solo de vinte sessões sobre a variação da pressão arterial (PA) em dois grupos independentes de indivíduos hipertensos do sexo masculino. Materiais e método - Participaram do estudo 24 indivíduos do sexo masculino portadores de hipertensão arterial sistêmica (HAS), divididos randomicamente em dois grupos de 12 indivíduos cada. O grupo 1 (G1) foi submetido a um programa de exercícios aquáticos e o grupo 2 (G2) submetido a um programa de exercícios no solo (grupo controle). Ambos os grupos realizaram 20 sessões de exercícios. Todos os indivíduos foram submetidos a uma avaliação inicial, a avaliações da PA antes e após cada sessão de exercício, bem como da PA após 10 minutos de cessada a prática dos exercícios. A intensidade do exercício foi monitorada através da aferição da freqüência cardíaca (FC), sendo a mesma mantida em 60% da FC máxima, bem como através da Escala de Borg para esforço percebido. Resultados - Os valores médios de pressão arterial sistólica (PAS) iniciais, finais e após 10 minutos de interrupção do exercício foram, respectivamente, para G1 e G2: 166,75, 169,81, 156,04; 138,48, 132,29, 125,90. Os valores médios de pressão arterial diastólica (PAD) iniciais, finais e após 10 minutos de interrupção do exercício foram, respectivamente, para G1 e G2: 93,83, 94,69, 89,85; 87,71, 85,10, 81,23. Considerações finais - Tanto os exercícios aquáticos como os exercícios no solo foram eficazes na redução dos níveis de pressão arterial sistólica e diastólica, sendo que os exercícios aquáticos mostraram-se mais eficazes na redução destas (p = 0,05), apesar de ser impossível de afirmar que esta terapêutica é mais eficaz do que os exercícios no solo, uma vez que o G2 possuía níveis de pressão arterial mais controlados que G1.

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