Efeitos de Programas de Judô, Hidroginástica e Treinamento Resistido Sobre a Densidade Mineral óssea, Equilíbrio e Qualidade de Vida de Mulheres na Pós-menopausa Submetidas a Tratamento com Alendronato

Por: Claudio Joaquim Borba Pinheiro.

175 páginas. 2010

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Resumo

Introdução: A osteoporose é uma doença crônica que atinge o esqueleto, com risco de fraturas e graves conseqüências para a mobilidade humana. Objetivo: O objetivo do estudo foi verificar os efeitos de programas de Judô, hidroginástica e treino resistido atividades sobre a densidade óssea, equilíbrio e qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa tratadas com alendronato. Métodos: 35 mulheres voluntárias participaram do estudo. Elas foram separadas em quatro grupos, quais sejam: Grupo de Treinamento resistido (GTR, n=9, 49.8±4.2 idade), Grupo de Judô (GJU, n=11, 52.2±5.3 idade), Grupo de hidroginástica (GH, n=8, 57.1±7.4 idade) e Grupo Controle (GC, n=7, 53.8±4.4 idade). Os programas de exercícios foram periodizados em 12 meses em ciclos com diferentes intensidades. Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: Absorsiometria de Dupla energia por raios X (DXA), para medir a densidade óssea da coluna Lombar L2-L4, pescoço do fêmur, trocanter maior e triângulo de wards. O Osteoporosis Assessment Questionnaire (OPAQ) para a qualidade de vida e o Teste de Equilíbrio Estático com Controle Visual. Os critérios usados para inclusão das voluntárias foram os seguintes: ter osteopenia e/ou osteoporose, ter entre 47-69 anos, está sendo medicada com alendronato e não praticar atividade física regular. Foi realizada uma análise descritiva com medidas de tendência central e dispersão. Após a verificação da normalidade dos dados pelo teste de Shapiro Wilk, aplicou-se a ANOVA para análise inter-grupos e o teste de Pós Hoc de Scheffé para a comparação múltipla das variáveis entre os grupos. Resultados: Os resultados demonstraram que os grupos GTR e GJU foram estatisticamente mais eficientes para as variáveis estudas, dentre elas: Lombar L2-L4 (Δ%=6.8, p=0.001), equilíbrio (Δ%= 21.4%, p=0.01), qualidade de vida (Δ%= 9.1, p=0,005) e Lombar L2-L4, equilíbrio (Δ%=14%, p=0.02) e qualidade de vida (Δ%= 16.8, p=0.000), respectivamente, comparados ao GC. Além disso, o GTR apresentou-se melhor estatisticamente que o GH no pescoço do fêmur (Δ%=4.8, p=0.02) e o GJU também demonstrou superioridade ao GH no OPAQ (Δ%= 16.8, p=0.0003). Conclusão: Conclui-se que as atividades físicas de treinamento resistido e Judô podem ser recomendadas no tratamento auxiliar de mulheres na pós-menopausa com baixa densidade óssea. Entretanto, devem ser observados na recomendação da Hidroginástica, maiores critérios para mulheres na pós-menopausa com baixa densidade óssea.

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