Efeitos de Sete Semanas de Treinamento com Pliometria ou Sprint Resistido na Aceleração e Sprints Repetidos no Final do Período Competitivo em Jovens Atletas de Futebol

Por: Juliano Henrique Borges.

72 páginas. 2014 20/05/2014

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Resumo

A ciência do esporte tem investido em estudos com atletas de futebol com o intuito de desenvolver alternativas para melhorar a aceleração no período competitivo. Foi demonstrado que ao final de um período competitivo atletas de futebol têm uma queda de até 4,3 % da aceleração. Especificamente o sprint, pode ser determinante para o futebol, e manter alta intensidade durante sequências de sprint é de suma importância. Portanto, produzir sprints subsequentes é um componente físico definido como capacidade de sprints repetidos (CSR). Alguns estudos têm mostrado altas correlações da aceleração com a CSR. Consequentemente, melhorar a aceleração pode ser uma estratégia para melhorar a CSR. Nenhum estudo comparou programas de treinamento com o método de pliometria e sprint resistido, com o intuito de melhorar a aceleração e a CSR durante a temporada. Objetivos: Comparar os efeitos de programas de treinamento com pliometria (GTP) e sprint resistido (GSR) na aceleração e na CSR em jovens atletas de futebol. Materiais e Métodos: Participaram do estudo 20 atletas adolescentes (16,6 ± 0,6 anos), que realizaram 12 sessões de GTP (n = 11) ou GSR (n = 9) por 7 semanas. O GTP consistiu de quatro exercícios (salto bilateral sobre barreiras, salto de força reativa sobre caixas, salto unilateral sobre barreiras e salto em profundidade sobre barreiras) progredindo de 2 a 7 séries de 10 repetições com recuperação de 120 s entre as séries. O GSR consistiu de quatro exercícios de sprints nas distâncias de 0-5; 0-10; 0-20 e 0-30 m, com progressão de 2 a 7 séries, cargas entre 10 a 13% da massa corporal, com tração por meio de um trenó e com recuperação entre 45 a 120 s. Os atletas foram avaliados antes e depois do período de treinamento, nos quais realizaram testes de sprints na distância de 0-30 m (0-5; 5-30 e 0-30 m) e o teste de Repeated-Sprint Ability (RSA) (melhor tempo [RSAMáx] e média dos tempos [RSAMed]). Utilizou-se a análise de modelo misto para medidas repetidas (interação grupo x tempo) com nível de significância de ??0,05. Também foi realizada análise qualitativa utilizando a magnitude do efeito de tratamento (effect size) e a precisão de estimativa da magnitude do efeito de grupo e tempo (intervalo de confiança do effect size). Resultados: O GSR induziu melhoras no tempo de sprint para 0-5 (-0,9 ± 8,2 % [d = 0,19] vs. 3,9 ± 11,0 % [d = -0,63]); 5-30 (-1,1 ± 1,7 % [d = 0,30] vs. -0,1 ± 3,3 % [d = 0,14]) e 0-30 m (-1,1 ± 2,8 % [d = 0,37] vs. 0,7 ± 3,5 % [-0,17]); RSAMáx (-1,2 ± 2,6 % [d = 0,73] vs. 0,8 ± 3,3 % [d = -0,21]) e RSAMed (-1,6 ± 2,3 % [d = 0,95] vs. -0,5 ± 2,2 % [d = 0,16] comparando com GTP. Conclusões: O GSR foi mais eficiente que o GTP em melhorar a aceleração e a CSR ao final da temporada, visto que é um período que atletas são suscetíveis a declínio dessas capacidades físicas.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000937315&opt=1

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