Efeitos da Suplementação de Creatina Sobre a Força e Fadiga Muscular em Diferentes Níveis de Intensidade

Por: Rômulo José Dantas Medeiros.

2010 01/02/2010

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Resumo

A suplementação de creatina (Cr) apresenta ação ergogênica na força muscular. Contudo, não há consenso quando esta é avaliada em diferentes níveis de intensidade e associada à fadiga. Tendo em vista que a eletromiografia de superfície é considerada uma técnica útil para a identificação de mudanças de desempenho, é possível que a suplementação de Cr além de aumentar a força máxima e submáxima, promova no eletromiograma (EMG) alterações indicadoras de redução dos níveis de fadiga. Objetivo. Analisar os efeitos da suplementação de Cr sobre a força e fadiga muscular em diferentes níveis de intensidade. Metodologia. Trata-se de um estudo experimental duplo cego, no qual 27 mulheres com experiência mínima de seis meses em treinamento de força e idades entre 20 e 27 anos foram distribuídas randomicamente nos grupos creatina [GCr, n=13, idade 23,54±1,94 anos, massa corporal (MC) 56,53±5,99kg, estatura 1,62±0,05m e índice de massa corporal (IMC) 21,57±2,64kg/m²] e placebo [GPL, n=14, idade 22,57±1,65 anos, MC 60,08±5,90kg, estatura 1,64±0,05m e IMC 22,25±1,23kg/m²]. Previamente à suplementação, a amostra foi submetida às medidas antropométricas e ao teste de contração isométrica voluntária máxima inicial (CIVMINICIAL), além de terem preenchido um recordatório habitual de dieta. A suplementação foi realizada durante seis dias consecutivos, tendo-se o GCr ingerido 20g diárias de Cr, somados a 20g de maltodextrina, e o GPL 20g diárias de maltodextrina. Antes e após a suplementação foram avaliadas a contração voluntária isométrica máxima (CIVM) em quilogramas força (Kgf) a 100% de intensidade (CIVM100), a duração em segundos (s) da contração isométrica voluntária (CIV) nas intensidades de 80% (CIV80) e 40% (CIV40) da CIVMINICIAL, e os valores de frequência mediana (FCmed) em hertz (Hz) (na CIV80 e CIV40) e root mean square (RMS) em microvolts ( V) (na CIVM100, CIV80 e CIV40) do EMG, obtidos no músculo vasto lateral. A normalidade e a homocedasticidade das variáveis foram testadas pelas provas de Levene e Shapiro-Wilks. Para os dados paramétricos foram utilizadas a análise de variância (ANOVA) para medidas repetidas e de dois critérios de classificação 2x2 (momento x grupo) e os testes t de Student para medidas pareadas e independentes. Nos dados não-paramétricos, foram empregados os testes U de Mann-Whitney e Wilcoxon. O nível de significância adotado foi p<0,05. Resultados. O GCr aumentou significativamente os níveis da CIVM100 (6,88%; p=0,000) e a duração da CIV80 (22,36%; p=0,001) e CIV40 (16,76%; p=0,003), enquanto que o GPL não apresentou alterações significativas. Os valores RMS medidos na CIVM100 apresentaram tendências de aumento significativo no GCr (p=0,050). Para a FCmed e o RMS na CIV80 e CIV40, não foram identificadas diferenças significativas em nenhum dos grupos. Entretanto, na CIV80 o GCr apresentou menores percentuais de aumento nos valores RMS (pré: 42,12±5,27% versus pós: 32,68±4,54%). Conclusões. Sugere-se que a suplementação de Cr aumenta a força em contrações musculares realizadas com diferentes níveis de intensidade. O EMG, por sua vez, pareceu ser uma boa medida para a identificação dos aumentos de desempenho apenas nos percentuais de alta intensidade.

Endereço: http://w2.atrio.scire.net.br/upe-papgef/pub/ThesisViewAll.do?method=viewAll&id=64&pg_query=7152726364877933&pg_range=5

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