Efeitos do Treinamento Físico Sobre Aspectos Metabólicos e Imunológicos em Ratos Administrados com Dexametasona

Por: Daniel Maciel Crespilho, Eliete Luciano, José Alexandre Curiacos de Almeida Leite e José Rodrigo Pauli.

Bioscience Journal - v.22 - n.2 - 2006

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Resumo

RESUMO: O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do exercício físico crônico sobre aspectos metabólicos e imunológicos de ratos administrados com dexametasona. Ratos Wistar jovens foram divididos em quatro grupos: controle sedentário (CS), controle treinado (CT), dexametasona sedentário (DxS) e dexametasona treinado (DxT). O protocolo de treinamento consistiu de natação 1 hora/dia, 5 dias/semana, durante 10 semanas, suportando uma sobrecarga relativa a 5% do seu peso corporal. A dexametasona foi administrada 5 dias/semana (2µg/dia diluída em 150µl de NaCl - 0,9%). Antes do sacrifício os ratos receberam insulina subcutânea para o cálculo da remoção máxima de glicose. No final do período experimental foi coletado sangue para determinação da glicose sérica, e para as avaliações hematológicas. Amostras do tecido hepático foram utilizadas para determinação do glicogênio. Nossos resultados indicam que a exposição crônica a dexametasona está associada com diminuição da sensibilidade à insulina (CS = 0,42 ± 0,18; CT = 0,56 ± 0,22; DxS = 0,18 ± 0,12; DxT = 0,63 ± 0,26). A glicose sérica bem como o hematócrito e as percentagens de neutrófilos e eosinófilos não sofreram alterações significativas. A natação promoveu aumento nos estoques de glicogênio no fígado (CS = 4,59 ± 0,87; CT = 7,31 ± 0,87; DxS = 5,80 ± 1,02; DxT = 6,25 ± 0,59 mg/100 mg). Além disso, o treinamento físico resultou em aumento da massa do timo e porcentagem de linfócitos (Timo: CS = 70,5 ± 15,3; CT = 100,7 ± 24,2; DxS = 74 ± 16,8; DxT = 82,7 ± 9,2 mg/100 g de peso corporal/ Linfócito: CS = 65,6 ± 8,87; CT = 75,0 ± 2,23; DxS = 70,0 ± 2,54; DxT = 66,6 ± 1,67 %, respectivamente). A porcentagem de monócitos apresentou redução devido ao treinamento físico e o grupo DxT teve maior porcentagem desta célula que o grupo DxS. Com estes resultados obtidos concluímos que: a) baixa dose de dexametasona promove efeitos colaterais no metabolismo e a exposição crônica a estes esteróides está associada com a resistência à insulina.b) o exercício regular de natação aumenta a sensibilidade à insulina. Além disso, o exercício físico pode ser favorável ao sistema imune preservando-o dos efeitos da dexametasona em longo prazo. 

Endereço: http://www.seer.ufu.br/index.php/biosciencejournal/article/view/6723/4434

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