Efeitos do Treino e do Destreino Específicos na Força Explosiva: Um Estudo em Jovens Basquetebolistas do Sexo Masculino

Por: Eduardo Santos, José A. Maia e Manuel Antonio Janeira.

Revista Brasileira de Educação Física e Esporte - v.11 - n.2 - 1997

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Resumo

Os objetivos do presente estudo foram os seguintes: a) identificar os efeitos do treino pliométrico
nos indicadores da força explosiva (velocidade, agilidade, salto a partir de uma posição estática, salto com
contra-movimento e potência mecânica média dos membros inferiores) de jovens basquetebolistas; e b)
perceber os efeitos do destreino específico e da aplicação de um treino pliométrico reduzido, nos ganhos
anteriormente obtidos. A amostra foi constituída por 19 jovens basquetebolistas do sexo masculino (idade 14
e 15 anos). A estrutura adaptada para a consecução do presente estudo acentou em duas partes fundamentais.
Numa primeira parte, os indivíduos foram sujeitos a um programa de treino pliométrico (saltos no lugar,
saltos com deslocamento, saltos em profundidade e saltos com carga adicional), com a duração de oito
semanas e uma freqüência de três vezes por semana. No final deste período, o teste-t de medidas repetidas
revelou incrementos estatisticamente significativos em todos os indicadores da força explosiva (p < 0,05). Na
segunda parte, imediatamente após as oito semanas de treino, os sujeitos foram aleatoriamente distribuídos
por dois grupos: o primeiro (G1, n= l0), respeitou um período de treino específico de quatro semanas
mantendo, contudo, os treinos regulares de basquetebol; os indivíduos restantes (G2, n= 9) cumpriram um
programa de treino pliométrico reduzido em simultâneo com os treinos regulares de basquetebol. A estrutura
de treino adaptada foi idêntica à da fase inicial, com os mesmos níveis de intensidade, mas com uma redução
na freqüência (uma vez por semana) e no volume. No final deste período, o teste-t de medidas repetidas
permitiu verificar: no G1, melhorias estatisticamente significativas na velocidade, no salto a partir de uma
posição estática e no salto com contra-movimento (p < 0,05), mantendo praticamente inalterados os valores
referentes à agilidade e à potência mecânica média; no G2, incrementos estatisticamente significativos para a
velocidade e agilidade (p < 0,05), tendo as restantes variáveis mantido os níveis anteriormente atingidos.
Posteriormente, o teste-t de medidas independentes (G1 vs. G2), revelou a semelhança entre os grupos
relativamente às variáveis em estudo. Em conclusão: a) os resultados evidenciam a eficácia do desenho do
treino pliométrico aplicado; b) o programa de treino reduzido e o destreino específico concorrem,
indistintamente, para a manutenção dos níveis de força explosiva; c) o treino de basquetebol revela um poder
inequívoco de manutenção e sustentação da “performance” motora (através dos valores dos indicadores da
força explosiva), pelo menos a partir do quadro de pressupostos do programa de treino aplicado.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v11%20n2%20artigo2.pdf

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