Ensino de Futsal Para Pessoas com Deficiência Intelectual

Por: Érica Roberta Joaquim Lago.

2013 30/07/2013

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Resumo

Atualmente as atividades físicas como contexto para intervenção em pessoas com deficiência intelectual (DI) tem sido alvo das mais variadas atenções. O número e a diversidade dos programas de intervenções motoras para essa população - como uma forma de influenciar diretamente alguns aspectos do seu desenvolvimento - têm aumentado significativamente nas últimas décadas. Este estudo teve como objetivo delinear um programa de ensino de futsal para pessoas com DI centrado nos conceitos das propostas táticas de ensino dos jogos esportivos coletivos (JECs), e verificar os efeitos dessa intervenção no desempenho das ações de jogo. A amostra desse estudo foi composta por 11 alunos com DI, com idade entre 18 e 40 anos, inscritos no programa de "futsal especial" realizado no Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP). O programa foi desenvolvido por um período de quatro meses, sendo ministradas duas aulas por semana com duração de 1h20min cada, totalizando 30 aulas. Seis jogos formais, com duração de 8 minutos cada, foram utilizados para avaliação, sendo três filmagens pré-intervenção e três pós-intervenção, buscando abranger todos os alunos inscritos no programa. Para análise dos dados utilizou-se a primeira e a última filmagem de cada participante, observando a frequência das seguintes ações de jogo: progredir com a bola e/ou driblar, realizar o passe, finalizar, oferecer opção de passe, marcação atrás da linha da bola, marcação individual, marcação atrasada - classificadas como ações positivas - e finalização rifada, passe rifado, não atacar e não marcar - classificadas como ações negativas. Como resultado pode-se verificar que 9 alunos apresentaram maior total de frequência de ações ao término do programa, assim como aumento no número das ações positivas, enquanto apenas 2 alunos apresentaram frequência das ações de jogo semelhantes antes e após as intervenções. Considerando a soma das ações do grupo, nota-se que a frequência das ações de jogo positivas aumentaram de 262 para 347 após o programa, já as ações de jogo negativas apresentaram uma pequena alteração de 63 para 58. As ações de "não atacar" e "não marcar" foram as que sofreram maior redução ao término do programa, enquanto as ações de "finalização rifada" e " passe rifado" aumentaram na avaliação final, sugerindo maior envolvimento dos alunos durante os jogos. Como conclusão, acredita-se que um programa contextualizado nos JECs de invasão, sistematizado com base em um modelo de jogo que atenda as demandas dos alunos, abordando os conteúdos a partir das perspectivas táticas de ensino dos JECs, podem constituir um cenário bastante interessante para essa população. Os dados obtidos neste estudo denotam que a metodologia utilizada, amplamente difundida para populações sem deficiência, também pode ser exequível e eficaz quando aplicada à pessoas com DI
 

Endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39133/tde-26092013-073417/pt-br.php

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