Ensino Sobre Saúde Pública e Coletiva nos Cursos de Graduação em Educação Física no Brasil.

Por: Angela Rodrigues Luiz.

89 páginas. 2016 31/03/2006

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Resumo

Esta pesquisa objetivou investigar, no Brasil, as disciplinas componentes da matriz curricular dos cursos de graduação em Educação Física que expressam relação com a saúde. O estudo foi feito com atenção às legislações vinculadas à saúde e à educação, ao contexto de expansão dos cursos de graduação, à reorientação da formação dos profissionais da área da saúde, e à possibilidade de atuação dos egressos de Educação Física nos serviços de saúde. A hipótese inicial foi de que as disciplinas denominadas com a palavra “saúde” favorecem o ensino da mesma, especialmente da saúde pública e coletiva. Partiu-se do entendimento de que essas disciplinas constituem espaços de formação para formular saberes e práticas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), gestão em saúde e integralidade da atenção à saúde. Após descrever a trajetória histórica e a legislação que oportunizou aos cursos de Educação Física enfatizarem a especificidade da saúde pública e coletiva nas disciplinas curriculares, realizou-se um mapeamento dos 1.267 cursos presenciais, públicos (254) e privados (1.013), nas modalidades licenciatura (718) e bacharelado (549). Identificou-se que 583 cursos ofertavam disciplinas que atendiam ao objetivo desta pesquisa. Foram listadas 1.017 disciplinas obrigatórias nominadas com a palavra “saúde”. Os resultados da pesquisa foram apresentados em dois artigos. O primeiro, elaborado no formato de revisão integrativa, analisa a produção do conhecimento sobre a formação nos cursos de Educação Física e sua relação com a saúde. O segundo descreve as disciplinas denominadas com a palavra “saúde” encontradas nos cursos investigados, bem como a possibilidade de promoverem ensino e formação que favoreçam a atuação dos egressos nos serviços de saúde. As disciplinas do grupo “Atividade Física e Saúde” foram mais recorrentes (28,4%) que as do agrupamento “Saúde Pública e Coletiva” (18,0%). Aos cursos privados vincularam-se 852 disciplinas, e aos públicos 165. Ao separar os cursos por modalidades de formação, encontraram-se 693 disciplinas vinculadas aos bacharelados e 324 às licenciaturas. A maior incidência de disciplinas sobre “saúde” foi encontrada no sétimo período letivo (164) e a menor no primeiro período (42). A nomenclatura das disciplinas indicou a apropriação dos conceitos de saúde ampliada, saúde pública e saúde coletiva. Este estudo apontou que a Educação Física, como campo científico e de intervenção, tem causado pouco impacto na reorientação do ensino da saúde. Também ficou evidente que a existência de uma disciplina na matriz curricular nominada com a palavra “saúde” pode ser o princípio do debate sobre a reorientação da formação, a estruturação dos serviços de saúde, bem como os princípios do SUS. Por fim, verificou-se um descompasso entre a formação e as políticas públicas que balizam a Educação Física nas equipes multiprofissionais e serviços de saúde.

Endereço: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/5670

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