Integra


1) Como o senhor iniciou a sua carreira na área de Turismo?

A minha formação em ensino fundamental e médio se deu em grande parte na escola pública. Já no início do antigo "colegial", tinha claramente a idéia de prestar vestibular para atuar como professor, se possível aliando tal profissão com a minha clara inclinação para a disciplina que mais apreciava na escola: a Educação Física.

A relação com a prática da atividade física e a perspectiva de atuação com conteúdos recreativos no tempo livre das pessoas me levou a iniciar minha formação superior aos 17 anos de idade na graduação em Educação Física, obtendo o título de Licenciatura Plena em 1990. Durante tal formação, o conteúdo atrelado à recreação e sua aplicabilidade ao lúdico e a educação me despertaram para realizar cursos e experienciar atividades temáticas, como a ida a acampamentos de férias e freqüência a eventos diversos de associações classistas das várias empresas situadas no ABC paulista.

Ainda na graduação, passei num concurso público da Prefeitura Municipal de Santo André para estagiário em lazer junto ao Departamento de Esportes, atividade que teve continuidade mesmo depois de formado como prestador de serviços, atuando sobretudo como coordenador da equipe de ruas de lazer, tarefa que eu e meu grupo realizávamos praticamente todos os Domingos, principalmente nas periferias da cidade. Senti-me estimulado a continuar meus estudos no campo do lazer realizando um curso de formação continuada (180h/a) em 1991, em Técnico em Recreação pela mesma instituição ao qual me graduei.

Atuando profissionalmente nesta época como docente da disciplina Educação Física em escolas de ensino fundamental e médio e como monitor de hotel e eventos em boa parte dos finais de semana, senti necessidade de dar continuidade aos meus estudos acadêmicos.

Fui aprovado assim no processo seletivo de ingresso da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas - FEF/UNICAMP para cursar a minha primeira pós-graduação lato sensu no ano de 1992, temática a Educação Física Escolar. No ano seguinte, realizei a segunda especialização, já especificamente na área de Recreação e Lazer, também por ingresso em processo seletivo na FEF/UNICAMP. Tais cursos foram fundamentais para definir academicamente qual seria minha trajetória: os estudos do lazer e sua relação transversal com distintas áreas do conhecimento.

Após cumprir meu Mestrado de 1995 a 1997 na FEF/UNICAMP, área de concentração em Estudos do Lazer, fiz uma mudança brusca e propositada no ano de 1998, no intento de uma diversidade de acesso aos estudos de pós-graduação. Apesar de uma ascensão ao Doutorado muito provável na própria UNICAMP, já que vinha acumulando seis anos como aluno de pós-graduação, decidi prestar o processo seletivo da Universidade de São Paulo. Já havia cumprido duas disciplinas na universidade como aluno especial, uma na FFLCH e outra na ECA, e sentia a necessidade do diálogo com o lazer para além da Educação Física. A "ousadia" foi recompensada com a aprovação para cursar em 1999, como aluno regular, o Doutorado em Ciências da Comunicação da ECA-USP na área de Relações Públicas, Propaganda e Turismo.

Desde então venho militando profissionalmente e academicamente no Turismo, publicando artigos, livros, capítulos de livros, apresentando trabalhos em congressos temáticos, participando em bancas de conclusão de cursos e de processos seletivos e estimulando meus alunos e orientandos a fazer o mesmo, em prol do crescimento dos estudos do lazer e sua interface com o turismo.

2) Qual foi o professor que mais o influenciou?

Eu enfatizaria a influência de um conjunto de professores na minha formação, não apenas de um mestre. Na minha trajetória pelo Mestrado, na UNICAMP, devo destacar os seguintes docentes: os professores doutores Heloísa Bruhns, Nelson Marcellino, Jocimar Daolio, Antônio Bramante e Paulo de Salles Oliveira. Na USP, destaco os professores doutores Américo Pellegrini Filho, Sérgio Costa, Olga Tulik, Dóris Ruschman e José Guilherme Magnani. Os professores mencionados são oriundos de formações diversas (Educação Física, Turismo, Economia, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Jornalismo, Geografia) e convergem no fato de possuírem uma reconhecida atuação acadêmica e profissional nos campos do lazer, educação e turismo.

3) Sobre a carreira do senhor, poderia começar explicando a sua opção pelo Turismo de Aventura como área de estudo?

Tive a oportunidade de me dedicar ao estudo dos ditos "esportes radicais" atrelados ao campo da Educação Física e do Lazer desde 1993. O estudo tomou força principalmente durante a Dissertação de Mestrado (1995-1997), defendida no Departamento de Estudos do Lazer da UNICAMP[i]. Tal estudo mostrou, entre outros relevantes fatos: a) que havia uma expressiva carência de estudos acadêmicos referentes ao assunto na literatura brasileira; b) que residia uma significativa possibilidade educativa advinda da prática de atividades de aventura, para além de uma análise reducionista e funcionalista no excessivo apego aos mass media. Abria-se aí uma interessante oportunidade de mercado de trabalho para o profissional em Educação Física, Esportes e Turismo.

A partir desse panorama, busquei ter o Turismo de Aventura (TA) como área de estudo no Doutorado na ECA/USP (1999-2003)[ii], delimitando dois problemas centrais para o desenvolvimento do trabalho, um fundado na possibilidade de caracterizar a aventura enquanto um segmento no campo do turismo; e outro, no encaminhamento que vinha sendo dado à implantação de projetos voltados ao estímulo do TA nas políticas setoriais, em especial nas públicas.

4) No seu doutorado, sobre o Turismo de Aventura na Vila de Paranapiacaba, a posição adotada foi de defender a participação da população local na administração do turismo ali praticado. Generalizando, a pouca ou nenhuma participação da comunidade no gerenciamento turístico da localidade é um dos problemas do Turismo no Brasil?

A escolha por Paranapiacaba, um sub-distrito do município de Santo André- SP, se deu por uma série de fatores, entre eles o fato de a Vila, adquirida na administração do ex-prefeito Celso Daniel, ter recebido a promessa de revitalização do espaço por meio do turismo, em especial o TA. Tal projeto, encaminhado para o local, defendia a implantação do "Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico de Paranapiacaba - Santo André", fomentado pela parceria da prefeitura com empresas da região, mediada por uma empresa especializada em consultoria turística. Na proposta, procurava-se estimular atividades de turismo ligadas ao dito "esporte de aventura", como o abseiling, o cascading, o canyoning, o mountain biking, o trekking, o off road, entre outros.

Os dados coletados no decorrer da pesquisa demonstraram que o TA, estimulado muito recentemente naquele momento na Vila de Paranapiacaba enquanto uma ação a partir do poder público em parceria com o setor privado, enumerava uma série de fatores positivos e negativos como conseqüência de sua implantação. Por um lado, confirmou-se que tal segmento vinha se consolidando como um dos principais eixos no projeto de revitalização da Vila, na concepção de políticos e empresários da região. A partir da promulgação de propostas, acenava-se uma grande possibilidade de acréscimo da demanda de turistas pela ampla conjuntura favorável ao estímulo do TA enquanto chave de desenvolvimento da localidade.

Por outro lado, algumas preocupações se mostraram importantes, como: as relações entre os estabelecidos moradores locais e os novos visitantes; o aproveitamento desta mesma população local naquela nova formatação turística a fim de evitar alijá-los desse processo; o desafio de conjugar a implantação de um novo plano mantendo as características arquitetônicas locais e resistindo à especulação imobiliária na localidade; o impacto físico da prática do TA na natureza local, já que em prática tinha-se mostrado muito difícil conciliar com rigor demanda e oferta.

Tais ocorrências auxiliam a refletir sobre parte da sua pergunta. Entendo que, de fato, a pouca ou nenhuma participação da comunidade no gerenciamento turístico da localidade pode ser tornar um problema do Turismo. Mas, evidentemente, tal processo não se dá somente no Brasil. Os estudos temáticos demonstram que o Turismo pode trazer uma série de efeitos benéficos numa localidade se realizado com planejamento, podendo se consubstanciar como ferramenta vital para a preservação dos recursos naturais e patrimoniais, para a geração de um desenvolvimento socioeconômico e para a montagem de uma estrutura que atenda não somente o turista, mas também que sirva ao residente no seu dia-a-dia.

5) O senhor acha que há consenso entre os pesquisadores sobre o conceito de turismo de aventura? A prática da Aventura se caracteriza como um tipo de turismo?

Referindo-se a segunda parte da pergunta, defendo a Aventura como uma "categoria" no campo do Turismo. Na realidade brasileira, entendemos o chamado TA como um segmento no campo mais amplo do turismo, exprimindo forte influência estrangeira em sua configuração (em especial na criação e execução de modalidades a ele atreladas), e comumente associado à esfera do "ecoturismo" ou "turismo ecológico". Vejo uma relação muito próxima entre o elemento "aventura" no turismo e os ditos "esportes radicais", os quais constituem a principal base fundante desse segmento turístico.

Compreendo que, definitivamente, não se tem um consenso sobre o conceito de TA. Aliás, tal segmento vem acompanhado de uma série de imprecisões quanto ao seu entendimento. Um exemplo disso se mostra na venda de "pacotes" turísticos temáticos, quando é possível encontrar no mercado viagens ligadas ao ecoturismo, turismo de aventura, turismo esportivo, turismo ecológico, turismo verde, turismo alternativo, turismo exótico, entre outros.

A imprecisão quanto aos termos também é observada na abordagem do esporte radical, elemento fundamental e, no nosso entendimento, em si constituinte do turismo de aventura. O termo "radical" nesses esportes vem sendo associado, tanto na literatura acadêmica como em senso comum, a outros como "de aventura", "de natureza", "de verão", "outdoor", "extremos" e "alternativos". Parece haver uma tentativa de fugir do termo radical nessas atividades buscando uma conotação mais light para a sua prática, sob pena de perder um público não familiarizado ao risco, certamente presente em tais modalidades[iii].

Entendo, portanto, que todas as distintas atribuições ao termo "radical" verificadas anteriormente em muito se aproximam e podem ser entendidas como sinônimos, já que, em tese, mostram-se praticamente idênticas. Se verificarmos na literatura estrangeira especializada, academicamente, tanto a palavra "radical" como os demais termos anteriormente mencionados aparecerão sem significativas distinções. Assim, nada impede que o termo "aventura" no Turismo possa ser substituído pelo termo "radical", mas isso poderia causar alguns prejuízos por sugerir no mercado temático uma imagem depreciativa e pouco comercializável.

6) Fora do âmbito acadêmico, não parece ao senhor que a mídia transformou o Turismo de Aventura numa moda? E que estamos longe de uma preocupação ambiental ou com o, cada vez mais utópico, turismo sustentável?

O crescimento da prática/ consumo do TA na sociedade atual evidentemente também tem sua relação com o estímulo realizado pela mídia, aparelho esse que exerce relação bastante próxima com a disseminação atual dos esportes de aventura colaborando para o crescimento do segmento praticado em diversas localidades brasileiras.

Nessa conjuntura, verifica-se como tendência uma aproximação muito intensa entre o TA e o consumo de produtos ligados à prática de esportes. Este fato se deve seja pela identidade de grupo que tais produtos procuram firmar, seja pela funcionalidade de elementos necessários à prática de distintas modalidades de esportes de aventura. O apego ao "verde" é algo expressivo na sociedade atual, e este elemento também vem sendo amplamente comercializado com a promessa muitas vezes funcionalista de fuga dos problemas encontrados no urbano.

Deve-se estar atento para o fato que a prática do TA em algumas localidades pode causar impactos ambientais, como a poluição da água provocada pelo cascading e canyoning; a poluição sonora e do ar na prática de esportes motorizados como o motocross e o jipe offroad; a elevada incidência de incêndios ocasionada por acampamentos levantados por praticantes de trekking na mata; e a erosão aguçada por adeptos de mountain biking. Entretanto, a atual discussão sobre a normalização e certificação desse segmento no Brasil é importante para colaborar no sentido de minimizar esses impactos, a partir de uma prática segura e bem gerenciada, auxiliando assim a impulsionar o TA e incluindo definitivamente o país como um destino internacional no já estabelecido circuito temático mundial[iv].

7) Antigamente, a definição de lazer estava vinculada de forma bastante estreita com a do tempo livre. O senhor acha que este modelo antigo mudou?

Assim como no caso do TA anteriormente abordado, a conceituação sobre o lazer também varia consideravelmente. A definição oferecida por Joffre Dumazedier, por exemplo, em que o lazer seria "Um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou ainda para desenvolver sua formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais"[v] coloca tal esfera social intimamente dependente da aproximação com o tempo liberado das obrigações.

Verificamos na produção temática brasileira um considerável apego à teoria dumazediana. Entretanto, se por aqui parece um consenso o reconhecimento da contribuição de Dumazedier na constituição do que se convencionou chamar de Sociologia do Lazer, por outro lado nos chama a atenção o desapego da utilização deste autor na literatura em língua inglesa mais contemporânea, em importantes trabalhos publicados no Reino Unido, Austrália e Estados Unidos da América. Já tive a oportunidade de escrever detalhadamente sobre tal fato em trabalho anterior[vi].

Penso que não se trata de dizer que a definição de lazer vinculada com o tempo livre seja um "modelo antigo" de abordagem do tema ou que a teoria dumazediana esteja defasada, até porque tal autor não limita a abordagem do lazer somente ao condicionante "tempo". Contudo, entendo que alguns autores mais contemporâneos vêm procurando ressaltar o lazer para além das dimensões do tempo e atitude, relacionando-o também a "estado da mente", como bem pontua Henderson "O conceito de lazer é difícil de limitar a uma única definição. Como uma experiência compreendida por indivíduos diante de variados contextos, o estudo do lazer tem estado envolvido em três abordagens: tempo, atividade e estado da mente"[vii].

8) Após anos como coordenador de curso de Turismo de Faculdade particular, atualmente o senhor exerce a mesma função numa universidade pública. Quais as lições aprendidas, semelhanças e diferenças nestas duas formas de gestão?

Com 22 anos de idade, fui convidado para atuar como docente em nível superior na FEFISA, instituição que havia me graduado e que apresentava uma série de desafios: turmas com 120 alunos por sala do primeiro ano da graduação em Educação Física, numa disciplina voltada a Sociologia do Lazer e do Esporte.

Permaneci na referida instituição por onze anos, atuando em diversos setores como docência, coordenação de graduação, coordenação de extensão, orientador de pesquisa e membro de diversos colegiados. Entre outras ações nessa instituição, colaborei para a abertura do Bacharelado em Turismo, atuando como coordenador do mesmo por quatro anos até a formação da primeira turma.

Em 2004, prestei a seleção de docentes para o que seria em 2005 uma nova unidade da USP: a USP Leste. Fui aprovado no primeiro processo seletivo do Curso de Lazer e Turismo. Desde então, exerço o cargo na hoje intitulada Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), como professor associado MS-5 em regime de Regime de Dedicação Integral à Docência e Pesquisa junto ao Curso de Lazer e Turismo, períodos vespertino e noturno, com 120 vagas/ano.

Na EACH/USP, a despeito das diversas atividades administrativas e organizacionais que venho me dedicando nesses últimos anos na unidade (como membro titular de comissões e colegiados, participação em bancas de concurso de novos docentes, orientações de alunos bolsistas, entre outros), certamente a mais desafiadora tem sido coordenar o Curso de Lazer e Turismo, diante de um qualificado grupo de 20 docentes e quase 500 alunos.

Diferenças se apresentam na tarefa de coordenador nos distintos sistemas (privado e público), mas um fator semelhante é a responsabilidade de se fazer o melhor pelo grupo. Nessa trajetória, situações especiais ocorreram, como o fato de eu ter sido escolhido como paraninfo da primeira turma de formandos do Curso de Lazer e Turismo da EACH/USP.

9) Sobre a EACH/USP Leste, no que se difere especificamente o curso de Turismo e Lazer desta unidade da USP em relação ao outro curso de Turismo da própria USP e do restante do Brasil?

Em agosto de 2006, participei no evento "Veredas", realizado pela Agência de Comunicações da ECA Jr., em que se tinha o objetivo de debater as semelhanças e diferenças dos Cursos de Turismo da ECA/USP e de Lazer e Turismo da EACH/USP. Na oportunidade, apresentei as principais características da nossa unidade e curso. Nota-se evidentemente que os mencionados cursos apresentam diferenças em seus Projetos Político Pedagógicos, também pelo fato de estarmos num Curso de Lazer e Turismo (e não de Turismo). Aproveito para ressaltar que temos uma relação de significativa proximidade e de respeito mútuo entre os professores de ambas as unidades.

Devo destacar que a proposta do Curso de Lazer e Turismo da EACH/USP objetiva propiciar um desenvolvimento profissional aos seus alunos com a possibilidade de transmissão de novas informações, de pesquisas atualizadas, com um efetivo rigor nos enfoques científicos e técnicos próprios da área, além de uma visão humanista, criadora, moderna e distinta. A característica desse curso que pode diferenciá-lo dos demais é primeiramente pelo fato de que está inserido numa proposta inovadora e não-departamentalizada de unidade. Segundo, por que propõe um enfoque também na formação acadêmica e profissional no lazer, campo esse geralmente abordado de forma superficial nos cursos de Turismo no país.

10) Por fim, rompendo com a formalidade, duas dúvidas pessoais. A sua última conquista - a defesa da Livre-Docência -, arrancou elogios rasgados do Prof. Américo Pellegrini Filho. Parece que ele tem uma grande afeição pelo senhor. E, como anda o seu aprendizado em chinês?

Devolvo o elogio ao professor Américo, que teve uma importância ressaltada na minha formação e por quem alimento grande amizade.

A defesa da Livre-docência me permitiu aguçar o lazer como um componente universal da cultura humana, que assume formas e significados diferenciados de acordo com as características de uma dada sociedade. Abordar na minha tese os estudos do lazer numa perspectiva internacional, ressaltando aspectos relacionados aos campos do turismo, esportes e educação na China analisados em sua conjuntura histórica, social e cultural, me permitiu compreender a importância desse país no cenário geopolítico atual.

Vinha mantendo contato com pesquisadores temáticos chineses desde 2004, quanto atuei como pesquisador visitante no Department of Tourism, Leisure, Hotel and Sport Management da Griffith University na cidade de Brisbane, Austrália. Fundamentado com informações sobre o objeto a ser estudado, viajei para a China em 2006 e realizei pesquisa de campo nas cidades de Beijing, Shanghai e Hangzhou (cidades essas escolhidas por sediarem os três principais eventos da década no país e por sua expressividade no setor acadêmico de lazer e turismo). Tive uma grande colaboração na minha tese dos pesquisadores do College of Tourism - Zhejiang University.

Quanto ao aprendizado do chinês, infelizmente não progrediu como esperava, pela expressiva dificuldade de desenvolvimento do idioma frente às várias demandas que a vida acadêmica impõe. No entanto, procuro constantemente tomar intensivo contato com a fascinante cultura oriental, seja pela música, gastronomia, vestuário, entre outros.

[i] UVINHA, R. R. Lazer na adolescência: uma análise sobre os skatistas do ABC paulista. 1997. Dissertação (Mestrado em Educação Física), Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, UNICAMP, 1997.

[ii] UVINHA, R. R. Turismo de aventura: uma análise do desenvolvimento desse segmento na Vila de Paranapiacaba. 2003. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação - Turismo e Lazer), Escola de Comunicação e Artes,

[iii] Aprofundei tal discussão em: UVINHA, R. R. Esportes radicais e turismo: análise conceitual. In: TRIGO, L. G. G. (Ed.). Análises regionais e globais do turismo brasileiro. São Paulo: Roca, 2005, p.: 437-447.

[iv] Mais informações em: UVINHA, R. R. (Org.) Turismo de aventura: reflexões e tendências. São Paulo: Aleph, 2005.

[v] DUMAZEDIER, J. Valores e conteúdos culturais do lazer. São Paulo: SESC,1980, p.19.

[vi] UVINHA, R. R. Turismo e lazer: interesses turísticos. In: MARCELLINO, N.C. (Org). Lazer e cultura. Campinas, SP: Alínea, 2007. p. 47-64.

[vii] HENDERSON, K. A. et. al. Introduction to recreation and leisure services. State College, USA: Venture Publishing, 2001.

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