Epilepsia e Atividade Física: Um Estudo Experimental

Por: Ricardo Mario Arida.

76 páginas. 1999 00/00/0000

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Resumo

Apesar do efeito favoravel do exercicio fisico sobre a Saúde ser inquestionavel, programas de exercicio fisico para epilepticos e ainda assunto de controversia. Poucas evidencias tem sido observadas em relacao ao efeito do exercicio sobre a ocorrencia de crises epilepticas. De acordo com estas observacoes, o proposito deste estudo foi verificar a relacao entre exercicio e epilepsia em dois modelos animais de epilepsia do lobo temporal (modelo do Abrasamento e da Pilocarpina). Para analisar os efeitos agudo e cronico do exercicio no desenvolvimento do abrasamento, 3 grupos de 15 ratos foram utilizados. O grupo de exercicio agudo foi submetido a uma sessao de exercicio aerobio (40 minutos de corrida em esteira rolante a 20 metros por minuto) e estimulados um minuto pos-exercicio. O grupo cronico (treinado) foi submetido a uma sessao de exercicio aerobio (40 minutos de corrida em esteira rolante, 20 metros por minuto, 7 dias por semana, durante 45 dias) e depois submetidos ao mesmo procedimento que o grupo agudo. O terceiro grupo foi utilizado como grupo controle. O numero de estimulos requeridos para alcancar o estadio 5 foi estatisticamente maior para o grupo cronico quando comparado com o grupo de exercicio agudo e grupo controle. Os resultados indicam que o treinamento fisico (exercicio cronico) exerce uma influencia significante no desenvolvimento do abrasamento da amigdala. Para verificar o padrao de ocorrencia de crises em animais sem tratamento (sem o efeito do exercicio fisico elou treinamento fisico) no modelo da pilocarpina, 21 ratos foram monitorizados continuamente por um sistema de video durante 135 dias depois da primeira crise espontanea. Os animais apresentaram uma grande variabilidade no numero de crises e foram divididos em 2 subgrupos: animais que apresentavam uma baixa frequencia de crises e alta frequencia de crises nos primeiros 15 dias de observacao comportamental. Os animais com baixo numero de crises durante os primeiros 15 dias de observacao apresentaram um significante aumento de crises nos periodos subsequentes da analise (ate 105 dias). Os animais com elevado numero de crises durante os primeiros 15 dias de observacao apresentaram aumento significante na frequencia de crise ate os 2 primeiros meses. Estes resultados mostram a ocorrencia de um processo de maturacao nos estagios iniciais da epilepsia sem tratamento. Para avaliar o efeito de um programa do treinamento fisico

Endereço: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/16176

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