Equações de Referência Para a Predição das Principais Relações Fisiológicas Submáximas em Adultos Submetidos Ao Tecp Incremental em Esteira

Por: Bárbara de Barros Gonze, Marcello Romiti, Rodolfo Leite Arantes, Thatiane Lopes Valentim Di Pachoale Ostolin e Victor Zuniga Dourado.

43º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte Simpoce

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Resumo

NTRODUÇÃO: O Teste de Exercício Cardiopulmonar (TECP) é amplamente utilizado na prática clínica para identificar tolerância ao exercício e seus fatores limitantes. As respostas obtidas no pico do exercício são utilizadas para expressar a aptidão cardiorrespiratória de adultos. Apesar da importância dos valores de pico, a interpretação e o valor prognóstico do TECP podem ser aprimorados por meio da análise das relações submáximas de variáveis-chave, como eficiência cardíaca (ΔFC/ΔVO2, eficiência ventilatória (∆VE/∆VCO2), padrão ventilatório (∆VC/∆lnVE) e eficiência do consumo de oxigênio (OUES). Além da inclinação dessas relações, mais recentemente, seus interceptos em y também foram identificados como clinicamente importantes. Apesar de existirem valores de referência dessas variáveis no TECP realizado em cicloergômetro, sob nosso conhecimento, essas informações não estão disponíveis em esteira rolante. OBJETIVO: Elaborar equações de referência para a predição das principais relações fisiológicas submáximas em adultos submetidos ao TECP incremental em esteira rolante. MÉTODOS: Submetemos 1.525 indivíduos adultos (60% mulheres) ao TECP realizado em esteira rolante, sob protocolo de rampa. Indivíduos com distúrbios cardiopulmonares ou eletrocardiográficos foram excluídos da amostra final (n=1.295). Dados demográficos, antropométricos e fatores de risco cardiovascular (RCV) foram obtidos. Hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, obesidade e tabagismo apresentaram pouca ou nenhuma influência nas variáveis estudadas. Assim, as equações de regressão múltipla lineares do tipo stepwise elaboradas para a predição das respostas fisiológicas submáximas, consideraram idade, sexo, massa corporal, estatura e inatividade física como potenciais preditores. RESULTADOS: Idade, sexo, massa corporal, estatura e inatividade física explicaram entre 2,9 e 57% da variabilidade total das variáveis estudadas (Tabela 1). Estes preditores influenciaram 33, 47 e 57% da variabilidade do padrão respiratório, eficiência cardíaca e OUES, respectivamente. Por outro lado, apresentaram influência limitada para eficiência ventilatória (6,4%), menor VE/VCO2 (10,6%) e para os interceptos em y. CONCLUSÃO: Eficiência cardíaca e OUES, bem como padrão ventilatório durante o esforço podem ser adequadamente preditos por variáveis demográficas, antropométricas e RCV. Por outro lado, nossos resultados confirmam excelente valor clínico do ΔVE/ΔVCO2 slope, independente desses atributos.

Endereço: http://celafiscs.org.br

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