Equilíbrio e Mobilidade Funcional em Portadores de Osteoartrose de Joelho com e Sem Histórico de Queda

Por: Ana Carolina Silva de Souza.

2009

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Resumo

Os portadores de osteoartrose de joelho (OAJ) apresentam redução da força muscular, déficit da propriocepção, limitação do movimento, episódios de dores e diminuição da coordenação, que associados as alterações fisiológicas que ocorrem naturalmente durante o processo de envelhecimento podem favorecer ao distúrbio do equilíbrio postural durante as realizações das AVD’s, podendo ser um dos fatores de risco à queda. Este estudo se objetivou avalisar o perfil do equilíbrio e mobilidade funcional em portadores de OAJ com e sem histórico de queda. MÉTODO: Foram avaliados 64 sujeitos com idade entre 50 e 75 anos (63,7 ±4,5anos), separados em três grupos: grupo OAJQ (18 sujeitos com OAJ e relato de queda); grupo OAJSQ (24 sujeitos com OAJ e sem relato de queda); e grupo controle (GC – 22 sujeitos saudáveis). O grau de osteoartrose, dos grupos de OAJ, foi determinado pelo Raio-X de joelho segundo os critérios de Kellgren-Lawrence. Para análise da incapacidade funcional foi utilizado o questionário de Womac. Na avaliação funcional do equilíbrio, utilizarem-se os instrumentos a Escala de equilíbrio de Berg (EEB) e o Timed Up and Go test (TUG). Na avaliação estática do equilíbrio foi utilizada a plataforma Chattecx Balance SystemR, na posição bipodal durante 25 segundos, nas condições de olhos abertos e fechados. RESULTADOS: A avaliação funcional do equilíbrio mostrou que o tempo no TUG e a pontuação na EEB, foram siginificativamente menores nos sujeitos dos grupos com OAJ, em relação ao GC. Os grupos com osteoartrose (OAJQ e OAJSQ) apresentaram maior deslocamento Máximo do COPap do que o GC, em ambas as condições visuais; maior velocidade do COPap e área da elipse do que no grupo controle, na condição de olhos fechados. O grupo OAJQ apresentou maior velocidade média do COPml do que o GC. Na análise do estabilograma de difusão, em ambas as condições visuais, os grupos com OAJ apresentaram maior valor do coeficiente de difusão de curto intervalo (DST) e longo intervalo (DLT) e ponto crítico (Δx2) do que o GC, na direção AP. O teste TUG apresentou moderada correlação com o grau de OAJ e escorre de Womac, e fraca correlação com a dor. A EBB apresentou moderada correlação inversa com o grau de OAJ e escore de Womac, fraca correlação inversa com a dor. O escorre de Womac apresentou uma fraca correlação com a VELap, VELml e área da elipse do COP, na condições de olhos abertos. CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo indicaram que os sujeitos com OAJ, independente da presença do histórico de queda, apresentaram déficit do equilíbrio predispondo ao aumento da probabilidade do risco de queda nesta população. Além disso, sugerirem que quando maior o comprometimento do grau de OAJ e a incapacidade funcional do sujeito, maior e a sua alteração no equilíbrio, mobilidade funcional e predisposição a queda.

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