Esgrima em Cadeira de Rodas

Por: Projeto Inteligência Esportiva.
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Resumo

Entenda

A esgrima em cadeira de rodas é um paradesporto de combate que exige de seu praticante agilidade, estratégia e força, predominantemente. Seus movimentos requerem habilidade motora fina e para isto é necessária uma boa preparação física e técnica. Suas regras são similares às da esgrima olímpica, com poucas alterações. Estas são associadas, principalmente, ao uso obrigatório da cadeira de rodas. Este equipamento é fixado ao solo e antes do início da luta é importante ajustar a distância entre os dois competidores – cada um precisa conseguir alcançar o tronco, os membros superiores e a cabeça do adversário. As pontuações decorrem, justamente, do toque (com a arma) no oponente.

Paratletas com diferentes deficiências motoras podem praticar essa modalidade. Dentre elas: amputações, paralisia cerebral, lesão de medula espinhal e les autres. Inclusive, a classificação não se refere ao tipo de deficiência, ou seja, competidores com diferentes comprometimentos físicos competem pela mesma medalha. Esses são classificados de acordo com sua aptidão funcional. Para isto, são realizados testes de extensão dorsal, flexão e extensão lateral, extensão lombar e equilíbrio lateral com armas. A partir dos resultados obtidos, os praticantes são inseridos nas seguintes categorias e classes: categoria A, classes 3 ou 4; categoria B, classe 2; categoria C, classes 1A ou 1B. Os paradesportistas com menor funcionalidade pertencem à categoria C, classe 1A e com maior aptidão motora são incluídos na categoria A, classe 4.

Além desta classificação, há a categorização po arma de combate. São elas: florete, espada e sabre (este é r usado apenas por homens). Embora sejam feitas de aço, não possuem pontas afiadas e nem lâminas cortantes. Desta forma, não apresentam risco aos praticantes. Em relação à pontuação, há algumas especificidades relacionadas à arma utilizada. Tanto nas disputas com o florete como com a espada é importante que o competidor acerte o adversário com a ponta do instrumento. No caso do florete, deverá acertar, necessariamente, o tronco; já com a espada poderá acertar o que estiver acima da cintura. O sabre deverá tocar o desafiante também da cintura para cima, mas poderá ser tanto com a ponta como com outras regiões da lâmina.

As competições ocorrem em pistas de 4.0 m de comprimento por 1.5 m de largura, nas quais a cadeira de rodas fica presa durante toda a disputa. O uniforme dos paratletas compõem-se de luvas, jaqueta e máscara e é neste que existe um sistema de sinalização para indicar o toque do adversário – uma luz verde ou vermelha aparece indicando qual atleta pontuou. Há a possibilidade de disputas individuais ou por equipe. Nas individuais ocorre a primeira rodada – constituída de um round de três minutos ou a pontuação máxima de cinco pontos – seguida de outras duas rodadas – totalizando três rounds de três minutos ou pontuação máxima de 15 pontos; com intervalos de um minuto entre cada round. Nas disputas por equipe (composta por três competidores, sendo um, obrigatoriamente, da categoria B) a vencedora será aquela que obtiver 45 pontos ao final de todas as lutas. Um detalhe para a modalidade nas paralimpíadas é que ainda não existe a categoria C no evento, já que o número de paratletas desta ainda é pequeno e impossibilita a formação das disputas.

Um esporte adaptado que exige bom tempo de reação, força, adaptabilidade física e equilíbrio emocional, assim é a esgrima em cadeira de rodas. Esta propicia aos seus praticantes melhoras motoras, intelectuais e psicológicas; incentiva também a socialização e proporciona a independência e a melhor qualidade de vida.

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