Esporte Como Experiência Estética e Educativa: Uma Abordagem Fenomenológica - pragmática da constituição do jogo coletivo.

Por: Liege Monique Filgueiras da Silva.

189 páginas. 2014 26/12/2014

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Resumo

Este trabalho trata do esporte como possibilidade de vivência do sensível e defende a tese de que a prática esportiva é uma experiência estética e educativa, em que se opera o sensível pelas sensações reverberadas no corpo do atleta, na dimensão do vivido. Buscamos responder nesta pesquisa as seguintes questões: O que sensibiliza o atleta na vivência do esporte? Quais são os sentidos e os significados vividos no esporte que fazem o atleta vivenciar essa prática? Como a experiência do atleta pode ser pensada como educação? Objetivamos discutir o esporte a partir da dimensão do vivido, buscando compreender os significados conferidos à prática esportiva e à experiência estética do atleta como educação. Para traçarmos essa argumentação, o enfoque da tese é de natureza teórico-filosófica, pautada em pensamentos como os de Merleau-Ponty, Walter Benjamin, Marcel Mauss e Friedrich Schiller. Para tal, apoiamo-nos na fenomenologia do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty, tendo como referência o mundo vivido do atleta e a experiência da prática esportiva como campo do sensível. Iniciamos a reflexão com a narrativa de experiências esportivas, a partir de cinco elementos estéticos: tempoespaço do corpo em quadra, o olhar no contexto esportivo, o contato com o adversário, a vitória e a derrota e o gesto técnico. Junto a isso, fizemos uma apreciação estética dos filmes “Olympia” e “Invictus”, por meio dos quais discutimos três categorias temáticas: a sensibilidade, as emoções e o paradoxo do jogo. Posteriormente, apresentamos o esporte como potencializador de uma educação sensível, manifesta nos processos corporais, do corpo em movimento. Conforme ficou evidenciado ao longo deste estudo, buscamos o alcance de uma reflexão sobre o esporte centrada no corpo do atleta como abertura ampla dos sentidos para as coisas do sensível, cujo viver estético transpõe qualquer concepção determinista, que resuma o mundo esportivo à mercantilização, à disciplinarização e ao mecanicismo. Esse entendimento aponta caminhos para a Educação Física, que, tendo como um dos conteúdos o esporte, pode permitir aos alunos o prazer de participar dos gestos construídos, coletivamente, por todos que se colocam em jogo, incorporando a capacidade do repetir, do refazer e do brincar como campo de possibilidades de uma educação que é móvel, sensível e se inscreve no corpo em movimento. 

Endereço: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14489

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