Esporte e Estética: Um Estudo com Jogadoras de Rúgbi

Por: e Michelle Carreirão Gonçalves.

225 páginas. 2014 00/00/0000

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Resumo

O presente trabalho se propõe a debater as relações entre estética e esporte, pensando o fenômeno esportivo como aquele que proporciona elevado prazer e beleza no contemporâneo. Perguntamos pelas representações estéticas do esporte, deslocando o olhar dos espectadores para os praticantes, numa tentativa de mais bem entender a questão por um ângulo distinto daquele comumente encontrado na literatura, em que é analisada a partir da recepção. Elegemos uma equipe de rúgbi feminina da cidade de Florianópolis/SC como campo para a pesquisa, escolha feita de forma um tanto exploratória, considerando que pouco ainda se conhece da modalidade no Brasil, tanto por espectadores, quanto acadêmicos. Foi realizado um conjunto de observações do cotidiano do time, bem como 4 entrevistas semiestruturadas com jogadoras que compõem o grupo, escolhidas por fazerem também parte do selecionado nacional. Somado a esse material, observações-piloto na cidade de La Plata/Argentina, junto a um clube de rúgbi da cidade, além de material coletado durante evento da Confederação Brasileira de Rugby em 2011, realizado em São Paulo, cujos fins eram o selecionamento de jogadoras para a equipe nacional. Os resultados indicam: 1) que o rúgbi se mantém como um esporte amador, em que o fair play é valorizado, o que delineia uma forma de jogo muito específica; 2) que as mulheres precisam, cotidianamente, angariar seu espaço nesta prática marcadamente masculina, mas que, apesar disso, destacam-se internacionalmente (as brasileiras), o que levaria a uma inversão no lugar ocupado por homens e mulheres e, consequentemente, no estilo de jogo masculino e feminino, no que concerne ao Brasil; 3) que os cuidados com o corpo compõem o quadro de preocupações das praticantes dessa modalidade, na medida em que este se coloca como matéria para a obra esportiva; 4) que os gestos técnicos da modalidade são fundamentais para a produção de forma, constituindo-se como material da obra; 5) que a forma de jogo preferida pelas jogadoras relaciona-se com aquilo que chamam de jogo aberto, que é veloz, ofensivo e malandro; 6) que a criação da obra esportiva parece aproximar-se com a da obra de arte, na medida em que ambas conjugam espírito e natureza, técnica e mimese, na elaboração do belo. 

Endereço: http://ppge.ufsc.br/

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