Esporte Para as Indústrias do Município de Arapongas: Uma Análise Segundo a Oferta e a Demanda.

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Políticas Públicas e Esporte no Brasil.

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Resumo

Neste estudo procuramos expor a inserção da indústria no campo esportivo do município de Arapongas (PR). Para tanto, buscamos alguns conceitos e teorias que nos possibilitaram realizar as análises propostas. 

Assim, optamos pela compreensão do esporte fundamentado na Teoria dos Campos, de Pierre Bourdieu (1983), por entender que o pensamento do autor pode conduzir este trabalho de forma mais completa, possibilitando o direcionamento da pesquisa de acordo com os objetivos propostos.

Dessa maneira, por meio de um conhecimento empírico, percebemos as manifestações dos modelos esportivos dentro da indústria. Em alguns casos, a indústria patrocina atletas ou equipes, e ainda pode contratar atletas para fazerem parte de seu quadro funcional, a fim de representarem a empresa em competições. Por outro lado, percebemos uma grande participação dos trabalhadores das indústrias no esporte, nos chamados “rachões e peladas”[1], que se organizam para praticar o esporte de sua preferência.

Considerando este valor industrial para a manifestação do esporte, por meio de seus conceitos modernos, procuraremos aprofundar nossos estudos no município de Arapongas, situado no norte do estado do Paraná, que tem uma grande representação industrial para esta região.

Ao acompanharmos as indústrias da cidade de Arapongas, relacionando-as ao esporte, nos deparamos com algumas ações pontuais, como as participações em competições do município ou eventos isolados. Essas ações vêm representando uma grande força entre os trabalhadores de Arapongas, devido ao grande número de participação em ações esportivas da cidade, como os Jogos do SESI[2], ou campeonatos do município e região, dados esses que demonstraremos ao longo deste trabalho.

Além disso, a pesquisa busca verificar se a participação dos trabalhadores nessas atividades ocorre por meio do incentivo da diretoria da empresa; de um programa de valorização dos recursos humanos da companhia; da manifestação dos próprios trabalhadores-atletas; ou por parte de algum funcionário que organiza a equipe da empresa e mantém bom relacionamento com a diretoria da mesma.

 

[1]  Aqui consideramos “rachões e peladas” como partidas em que os trabalhadores agendam, com certa frequência, um espaço para praticarem um esporte, geralmente não possuem uma equipe definida.

[2]  Jogos desenvolvidos nacionalmente entre as indústrias, organizados pelo SESI – Serviço Social da Indústria.

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