Estado Nutricional em Crianças e Adolescentes da Região do Cotinguiba (se)

Por: Geise Carvalho Morais.

57ª Reunião Anual da SBPC

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introdução:

estudos têm demonstrado e caracterizado o estado nutricional de adultos, sobretudo tomando-se por referência o índice de massa corporal, entretanto, quando consideradas crianças e adolescentes a tabela de critérios referendada pela oms deve ser observada com cautela devido as alterações na composição corporal deste grupo decorrentes da maturação. partindo deste princípio, este trabalho tem por objetivo verificar o estado nutricional de crianças e adolescentes da região do cotinguiba (se), tomando-se por referência diferentes parâmetros internacionais que definem sobrepeso, obesidade e desnutrição.

metodologia:

participaram deste estudo 1257 crianças e adolescentes entre 07 a 14 anos, estudantes do ensino fundamental dos municípios que compõem a região do cotinguiba (se), que foram classificadas por gênero. a amostra foi calculada tomando-se por referência a quantidade total de alunos matriculados nas escolas estaduais, no ensino fundamental, com um erro amostral de 5%, tendo sido considerada a estratificação por conglomerado de série escolar. coletou-se os dados de estatura, massa corporal e calculou-se o imc, a partir das padronizações sugeridas pela who (1995). para a análise dos dados utilizou-se a estatística descritiva e as tabelas normativas elaboradas pela oms (1995), must el al (1991) e cole et al (2000), por serem trabalhos que tentam definir um critério internacional para a caracterização do estado nutricional em crianças e adolescentes

resultados:

enquanto principais resultados percebeu-se, respectivamente, para sobrepeso e obesidade em ambos os gêneros a seguinte prevalência: a) must et al (1991): 3,4 e 1,6; b) cole et al (2000): 17,7 e 6,9; c) who (1995): 5,1 e 2,1. quando consideradas as especificidades, por gênero, encontrou-se para o feminino: a) must et al (1991): 4,8 e 3,1; b) cole et al (2000): 18,3 e 9,3; c) who (1995): 6,8 e 1,9. já para o gênero masculino, foi verificado: a) must et al (1991): 3,1 e 2,2; b) cole et al (2000): 17,1 e 4,2; c) oms (1995): 3,3 e 2,2.

conclusões:

percebe-se uma alta variação dos valores encontrados quando considerados os diversos critérios, o que caracteriza diferenças marcantes na prevalência de risco para o grupo estudado sugerindo cautela na utilização dos mesmos.

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