Estado Nutricional e Qualidade de Vida de Escolares de 7 a 10 Anos de Idade de Municípios da Região Metropolitana de Campinas

Por: Estela Marina Alves Boccaletto.

161 páginas. 2011 27/10/2011

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Resumo

O objetivo foi investigar estado nutricional (EN) e qualidade de vida (QV) de alunos de escolas municipais de ensino fundamental (EMEF) de municípios com diferentes características socioeconômicas da Região Metropolitana de Campinas. Foram estudados 1162 meninos e 1104 meninas, matriculados nas EMEF de 1ª a 4ª séries, de Artur Nogueira (SP) e Vinhedo (SP). Foi realizada pesquisa em base de dados para descrição das condições demográficas e socioeconômicas; foram investigadas renda familiar (RF) e escolaridade materna (EM) com questionário específico; foram mensurados peso, estatura e composição corporal (CC) - massa magra, gorda e percentual de gordura corporal (%GC) com bioimpedância elétrica; por meio do questionário "Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé" (AUQEI), traduzido e validado para o Brasil, avaliou-se a qualidade de vida (QV) dos alunos nogueirenses. Os critérios de classificação nutricional utilizados foram estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Sistema de Vigilância Nutricional do Ministério da Saúde do Brasil (SISVAN-MS). Foram realizados Testes Qui-quadrado, Exato de Fisher e Mann-Whitney com Intervalo de Confiança de 95% para comparar sexo, idade, RF, EM e EN entre os municípios; Regressão Logística Politômica de logitos generalizados e odds proporcionais univariada e múltipla para verificação das associações entre RF, EM e EN; RF, EM e CC nos municípios. Para análise da consistência interna das respostas obtidas com AUQEI foi utilizado coeficiente Alfa de Cronbach; para associação entre sexo, idade, RF, EM e EN com a QV foi utilizado Teste de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. Como resultados foram observados que 66,9% das mães dos escolares de Artur Nogueira e 51,1% das de Vinhedo apresentaram no máximo ensino fundamental e 20,9% das famílias de Artur Nogueira e 8,9% das de Vinhedo viviam com até 1 salário mínimo (SM). Ambos os municípios apresentaram prevalências de baixo peso inferiores a 3%; sobrepeso 13,2% em Artur Nogueira e 18,6% em Vinhedo e obesidade em 10,9% e 14,5% respectivamente, valores esses superiores aos adequados. A prevalência de crianças com altos níveis de adiposidade (%GC >30% para meninas e >25% para meninos) foi de 18,9% entre meninos de Vinhedo e 15,9% entre os de Artur Nogueira; 12,5% entre meninas de Vinhedo e 8,3% entre as de Artur Nogueira. Observou-se associação positiva entre RF e excesso de peso e alto %GC e nenhuma associação entre EM e excesso de peso e %GC, nos dois municípios. Os meninos apresentaram maior chance de estarem obesos e com alto %GC. A chance das crianças apresentarem obesidade e alto %GC aumentou com a idade e RF. A QV apresentou associação positiva com a RF e idade. O EN observado foi característico de situação de emergência da obesidade e altos níveis de adiposidade, associados com o aumento da RF, não associados com a QV geral e com a EM não oferecendo proteção para populações de diferentes características socioeconômicas, apontando para a necessidade de adoção de ações em promoção da saúde na escola em âmbito municipal e regional, considerando as características demográficas e socioeconômicas.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000836208

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