Estereótipos de Gênero nas Aulas de Educação Física e nos Horários de Recreação no Ensino Fundamental

Por: Ludmila Mourão e Sissi Aparecida Martins Pereira.

X Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução e objectivos: Os estudos de gênero vêm colaborar para um maior entendimento das relações sociais entre os sexos. Este trabalho trás para a discussão os estereótipos de gênero presentes nas aulas de Educação Física do primeiro segmento do Ensino Fundamental, e nos horários de recreação livre de uma escola de horário integral (anexa à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) do Município de Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil.Material e métodos:A pesquisa foi desenvolvida através de um estudo qualitativo de observação participativa. Além da obser-vação das aulas de Educação Física e horário de recreação livre, utilizou-se o recurso de filmagem das aulas e análise de dese-nhos das crianças.  Principais resultados e conclusões:Meninos e meninas de 8 e 9 anos apresentaram comportamentos baseados em estereótipos sexuais, em quase todas as atividades dentro da escola, princi-palmente nos horários de recreação livre e nas aulas de Educação Física. Os comportamentos e os desenhos das crian-ças demonstraram que as atividades motoras são, preferencial-mente, realizadas por grupos do mesmo sexo e que há distin-ção de jogos e brincadeiras para meninos e meninas. A maioria dos desenhos feitos pelas crianças da 2a. série do Ensino Fundamental apresentaram divisão entre as atividades por sexo, ou seja, as meninas eram desenhadas de um lado da folha e os meninos do outro lado, participando de jogos e brincadei-ras diferentes. Poucas crianças desenharam atividades envol-vendo a participação do dois sexos, porém, quase sempre se apresentavam jogando meninos contra meninas. Através daobservação e filmagem das aulas e dos horários de recreação
puderam ser constatadas as mesmas atitudes. Observou-se que a escola permite que os estereótipos e preconceitos apresenta-dos pelas crianças sejam perpetuados. Também a educação ins-titucional, ao estabelecer determinadas normas a serem segui-das para cada sexo, e quando o corpo docente não discute e não reflete com as crianças determinadas atitudes, acaba por reforçar comportamentos sexistas, além de reproduzir posturas conservadoras oriundas da educação tradicional.

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