Estilo de Vida de Adolescentes e Variáveis Contextuais

Por: Juliana da Silva.

2014 00/00/0000

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Resumo

~~Objetivou-se analisar o estilo de vida de adolescentes da região da Grande Florianópolis, bem como as influências das relações interpessoais, papéis e as atividades desenvolvidos pelos familiares e amigos em conjunto com os escolares, nos comportamentos de risco vivenciados pelos participantes do estudo. A amostragem foi realizada de forma aleatória e proporcional por conglomerados, de acordo com o número de alunos matriculados nas escolas públicas estaduais, em cada município pertencente à região da Grande Florianópolis. A amostra final totalizou 3.550 participantes, com média de idade de 16,12 (±1,03) anos, dos quais 55% são moças (idade média= 16,06; ± 1,04) e 45% rapazes (idade média= 16,20; ± 1,03). Para o alcance dos objetivos propostos foram utilizados quatro instrumentos de medida: questionário para caracterização sociodemográfica e dos comportamentos de risco, adaptado do instrumento utilizado pelo CEBRID; Escala de Suporte Social para a Prática de Exercícios por Adolescentes; Inventário de Rede de Relações; e o Questionário Internacional de Atividades Físicas (IPAQ). Utilizou-se de estatística descritiva, para a apresentação de médias, frequências e desvios padrão. A estatística inferencial contou com o teste Qui-Quadrado, análise bivariada e multivariada por meio de Regressão Logística Binária e de Poison, comparação entre médias com o teste t de Student, teste t para amostras pareadas e ANOVA para medidas repetidas. Procedimentos de post hoc para as ANOVAs e effect size para os testes t e ANOVAs também foram realizados. Em relação à prática de atividades físicas, verificou-se que mais de 60% dos jovens foram classificados como insuficientemente ativos, não havendo diferenças significativas entre os sexos. Os principais fatores associados à atividade física insuficiente, verificados após a análise ajustada, em ambos os sexos foram: não gostar de praticar, a falta de prática pelas mães e amigos, e falta de expectativas destes e dos pais, em relação à prática de atividades físicas pelos participantes do estudo. No que se refere aos comportamentos de risco, as maiores prevalências foram relacionadas ao consumo de álcool, porém foram elevados também o consumo de cigarro e maconha. No sexo feminino, os principais subgrupos associados ao consumo de substâncias foram: moradoras de grandes cidades, que trabalham, avaliam a saúde como péssima ou regular, consomem outros tipos de drogas e cujas mães, irmãos e melhores amigos também são envolvidos com o uso de substâncias psicotrópicas. No grupo masculino, os grupos de risco para o uso de substâncias foram: jovens de 17 e 18 anos, alunos do terceiro ano, que trabalham, já reprovaram na escola, consomem outras drogas, e cujas mães, irmãos e melhores amigos são envolvidos com o uso de substâncias, com ênfase para os melhores amigos. O grupo social que mais influenciou nos comportamentos dos adolescentes foi o de amigos. Porém, adolescentes não usuários de drogas tendem a apresentar um relacionamento mais positivo com os pais que o grupo que faz uso destas substâncias. Os resultados demonstraram que as atividades desenvolvidas nos contextos de desenvolvimento tendem a ser vivenciadas pelos jovens fora destes, sejam elas positivas ou negativas, em especial quando ocorrem fortes relações interpessoais associadas.

Endereço: http://www.tede.udesc.br/

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