Estilo de Vida, Antropometria e Aptidão Física Realcionada à Saúde em Escolares de Blumenau, Sc

Por: Luiz Francisco Reis.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.6 - n.2 - 2004

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Resumo

Este estudo teve como objetivo verificar o estilo de vida, e relacionar este à antropometria e à Aptidão Física relacionada à Saúde (AFRS) em escolares do município de Blumenau, no estado de Santa Catarina, SC. A amostra foi composta de 1083 sujeitos, sendo 543 meninos e 540 meninas, com a idade centesimal, entre 6,50 a 17,49 anos de idade, matriculados nas escolas públicas e particulares de Blumenau. O crescimento físico foi analisado através da massa corporal, estatura, altura tronco-cefálica, comprimento de membros inferiores, perímetros: do braço, cintura, quadril e panturrilha, diâmetros ósseos: biestilóide do rádio, bicondiliano do úmero, bicondiliano do fêmur. O estilo de vida foi analisado através de um questionário, onde as respostas deste questionário foram relacionadas às variáveis antropométricas e de composição corporal, juntamente com as de aptidão física. A AFRS foi analisada através do uso da bateria de testes Physical Best. Todos os procedimentos estatísticos foram realizados através do pacote estatístico SPSS 6.0, exceto o procedimento da Análise de Correspondências Múltiplas (ACM) e a Análise de Clusters (AC), que foi executado no Software Statistica 6.0. Para comparar as variáveis de crescimento e de AFRS com distribuição normal, foi utilizado o teste t de Student (p d” 0,05) e, as que não tiveram distribuição normal o teste U de Mann-Whitney (p ≤0,05). Para a tabulação dos dados do questionário o procedimento utilizado foi Crosstabs, e para verificar as relações entre o estilo de vida e a AFRS foi utilizado o procedimento estatístico da ACM e da AC. Com base nos resultados, estes permitem concluir que: Quanto às variáveis antropométricas: massa corporal, estatura, altura tronco-cefálica, comprimento de membros inferiores, perímetro do braço, perímetro da cintura, estas começam a apresentar médias significativamente superiores (p d” 0,05) em favor dos rapazes a partir dos 14 para 15 anos de idade; quanto às variáveis: perímetro do quadril e da panturrilha, somente esta última apresentou diferença em favor dos rapazes aos 15 anos de idade; em relação aos diâmetros: rádio-ulnar, úmero e fêmur, estes apresentaram valores maiores em favor dos rapazes para a maioria dos avaliados. As variáveis soma do TR+ SE e TR + PAM apresentaram diferenças significativas a partir dos 14 anos de idade com médias superiores em favor das moças (p ≤0,05). O percentual de gordura estimado pela equação de Lohman (1986) apresentou diferenças significativas para todas as idades, exceto aos 9 anos de idade, com médias mais altas em favor das moças (p d” 0,05). O IMC pareceu não ser um bom indicador do índice de adiposidade corporal, pois seus resultados não se comportaram de forma semelhante com os resultados encontrados para o somatório das dobras cutâneas e com os resultados da equação de Lohman. Quanto às variáveis categóricas (estilo de vida), a ACM e a AC não encontrou associações entre as variáveis, levando a crer que as variáveis do estilo de vida não influenciaram nas variáveis de crescimento e de aptidão física. Ao verificar os grupos étnicos alemão, italiano e português e outros se pode verificar que, quanto ao nível socioeconômico, a classe social B foi a que mais foi encontrada, a maioria dos escolares moram em casas, onde o local mais utilizado para diversão é o jardim ou pátio de casa, poucos praticam atividade física fora da escola, gastam duas horas em média assistindo TV, poucos jogam videogame, gastam em média uma hora por dia para estudar, as meninas gastam em torno de uma hora para ajudar em casa, o curso extracurricular mais assinalado foi o de língua estrangeira, a maioria vai e volta da escola de ônibus, em média fazem três refeições ao dia e as meninas tem mais cuidados com a alimentação do que os meninos. A AFRS é superior nos rapazes em relação às moças em todas as idades (p ≤0,05), exceto no teste de flexibilidade; quanto à comparação com o critério da AAHPERD, 52,56% dos meninos e 60,12% das meninas atendem aos critérios-referenciados.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/3832

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