Estilo de Vida de Estudantes Trabalhadores do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina-unidade Jaraguá do Sul (cefet/sc-js)

Por: Lenita Ana Bianchetti.

2005 00/00/0000

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Resumo

O objetivo do estudo foi analisar o estilo de vida de estudantes trabalhadores do CEFET/SC-JS, tanto no trabalho quanto fora dele, considerando as variáveis: atividade física, estresse, hábitos alimentares, comportamento de risco e preventivo e as atividades laborais. A população alvo foi constituída de 350 estudantes, sendo 270 do sexo masculino (73,4%) e 93 do sexo feminino (26,6%), com média de idade 26,96± 6,13. A coleta de dados foi efetuada através de um questionário. Nos procedimentos estatísticos, foi utilizada a estatística descritiva básica e o teste “t” de Student para amostras independentes, Kruskal- Wallis e Mann-Whitney, Qui-quadrado (X2), medidas de associação, adotando-se o nível de significância de p<0,05. Os resultados evidenciaram que a maior parte era de solteiros, 59,4% pertenciam ao curso de eletromecânica e 40,6% ao curso têxtil. A maioria morava em residência urbana e com a família de 3 a 4 pessoas e pertencia à classe C. O sexo feminino se apresentou mais estressado. Quanto aos hábitos alimentares, ambos os sexos apresentaram comportamentos similares, porém, o sexo masculino se referiu consumir um pouco mais alimentos saudáveis. A prevalência de tabagismo foi de 12,7%. A proporção de alcoolistas foi de 76,1%, mas, apenas 7,6% consumiam mais de cinco doses numa semana. Os motoristas do sexo masculino se envolveram mais em acidentes de trânsito. Quanto às atividades laborais, 90% dos estudantes trabalhavam na Indústria, 70% sem rodízio de atividades, 60% trabalhavam no primeiro turno. A maioria relatou que gosta muito do trabalho, em bom relacionamento e o horário de trabalho é adequado. Da população pesquisada, 68,8% utilizavam ônibus, carro ou moto para ir ao trabalho. Quanto à ginástica laboral, 38,6% responderam que a empresa a oferecia, objetivando reduzir doenças, diminuir o estresse e o tempo de afastamentos e aumentar a produtividade. Com relação à atividade física, independente do sexo, os estudantes referiram praticar basicamente as mesmas atividades físicas. Observou-se uma tendência dos alunos serem mais ativos fisicamente quando comparados às alunas. Os estudantes do curso de eletromecânica se apresentaram mais ativos quando comparados aos do curso têxtil. A classe C apresentou-se menos ativa fisicamente do que as classes A e B. Os estudantes que trabalhavam no primeiro e terceiro turnos, bem como os sem sistema de rodízio de atividade e que não participavam das sessões de ginástica laboral, caracterizaram-se menos ativos. Os estudantes mais ativos apresentaram níveis de estresse adequados. Houve uma tendência dos fumantes e dos consumidores de bebidas alcoólicas permanecerem mais tempo em atividades físicas. Através desta pesquisa, concluiu-se que entre os estudantes trabalhadores os aspectos prejudiciais à saúde com maior prevalência, e que devem ser observados no desenvolvimento de intervenções futuras, são: consumo de fumo e de bebidas alcoólicas no sexo masculino, e níveis inadequados de estresse e baixos níveis de atividade física, no sexo feminino.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/102982

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