Estilos de Vida Associados à Saúde Um Estudo em Universitários de Educação Física e Desporto da Universidade do Estado do Amazonas e da Universidade da Madeira

Por: Rafaela Pinheiro Silva.

115 páginas. 2018 08/02/2018

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Resumo

A atividade física (AF) interligada à promoção de saúde e ao bem-estar, é preventiva de diversas doenças. Contribui para o bem-estar físico, psicológico e qualidade de vida do indivíduo (Sousa & Borges, 2016). O estilo de vida definido na juventude influência toda a vida (Silva, Pereira, Almeida, Silva & Oliveira, 2012). A presente dissertação é constituída por dois estudos com os objetivos de: (i) caracterizar e analisar as diferenças entre géneros e regiões (Madeira e Amazonas) no estilo de vida, no perfil de AF, no estado nutricional e perceção de envolvimento de universitários do curso de Educação Física e Desporto (EFD); (ii) analisar as diferenças entre os tercis de estilo de vida, nos parâmetros AF, estado nutricional, envolvimento e composição corporal. Participaram no primeiro estudo 343 sujeitos (195 homens e 148 mulheres) com idades entre 17 e 51 anos; universitários dos Cursos de EFD do Amazonas, Brasil e da Madeira, Portugal. Num segundo estudo 239 sujeitos (121 homens e 118 mulheres) com uma média de idade de 26,10±6,12 anos. Todos os participantes foram avaliados através de questionários no estilo de vida (Añez, Reis & Petroski, 2008), no perfil de AF (Florindo & Latorre, 2003), na perceção de envolvimento (Malavasi, Duarte, Both & Reis (2007) e no peso, altura e perímetro da cintura (Fragoso & Vieira, 2005). A maioria dos sujeitos (57,9%) reporta um estilo de vida “muito bom” ou “excelente”, reportando os participantes da Madeira em maior proporção melhor qualidade do estilo de vida, bem como um perfil de AF mais ativo e menor índice de massa corporal comparativamente aos participantes do Amazonas (p<0,05). Verifica-se diferentes perceções do envolvimento, entre os participantes de ambas as regiões (p<0,05). No segundo estudo constatou-se que independentemente do género, os participantes com reduzidos níveis de AF, apresentam um risco acrescido de apresentarem um estilo de vida mais desfavorável, comparativamente aos participantes mais ativos (homens odds ratios: 13,19; 95% IC: 3,524-49,369 e mulheres odds ratios: 12,51; 95% IC: 2,780-56,337). Estes resultados reforçam a influencia de multifatores no conceito de estilo de vida, no entanto a AF parece possuir particular relevo.

Endereço: http://hdl.handle.net/10400.13/1901

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