Estimulação Elétrica Neuromuscular Para o Fortalecimento Muscular, Função e Dor em Pacientes com Osteoartrite do Joelho : Uma Revisão Sistemática com Meta-análise

Por: Vinícius Araújo Bispo.

44 páginas. 2018 23/02/2018

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Resumo

Desenho do estudo: Trata-se de um estudo do tipo revisão sistemática com meta-análise Introdução. A estimulação elétrica neuromuscular (EENM) é amplamente utilizada como estratégia para melhorar o desempenho muscular. No entanto, os parâmetros físicos utilizados e a sua efetividade para promover um aumento na força muscular, redução da dor ou melhora na função física em pacientes com osteoartrite (OA) do joelho ainda não são completamente estabelecidos. Objetivo: Investigar os efeitos da EENM na produção de força muscular, redução da dor e melhora da função física em pacientes com osteoartrite do joelho. Métodos: A partir das palavras-chaves pré-estabelecidas, foram pesquisados apenas ensaios clínicos randomizados (ECRs) nas bases de dados: Pubmed, Embase, LILACS, PEDro e no Registro Central de Ensaios Controlados da Cochrane Central (CENTRAL). Dois revisores independentes selecionaram os estudos de acordo com os critérios de inclusão, extraíram os dados e avaliaram a qualidade metodológica. Extração dos dados e síntese: Os estudos foram elegíveis para esta revisão se comparassem a intervenção realizada por meio da EENM de forma isolada ou combinada com o exercício versus um grupo que realizou exercício convencional ou um grupo controle (Sem nenhuma intervenção). Aqueles estudos que incluíram medidas de resultados para valores relacionados ao torque isométrico máximo, torque evocado (% Contração Isométrica Voluntária Máxima - CIVM), nível de desconforto alto relatado, escala de dor e nível da função física foram elegíveis para avaliação. Apenas onze estudos foram incluídos nesta revisão. Após realizar as análises estatísticas para os desfechos da força muscular isométrica, função física e dor, foi identificado uma diferença estatística significativa favorável apenas para um aumento da força muscular isométrica. Este resultado benéfico se restringe apenas para a comparação da utilização da EENM versus o grupo controle. A qualidade metodológica dos ensaios elegíveis foi moderada, com uma média de cinco pontos na escala PEDro. Limitações: Algumas limitações surgem da estratégia de pesquisa para identificar estudos clínicos. Seguindo as recomendações da Cochrane Colaborações, as pesquisas foram complementadas pela identificação de possíveis estudos elegíveis na busca manual, bem como os registros de ensaios clínicos. Conclusão: Sugere-se que a EENM comparada ao grupo controle oferece benefícios para promover um aumento na força muscular isométrica do músculo quadríceps femoral em pacientes com osteoartrite do joelho. Porém, a EENM não promove uma redução da dor ou melhora na função física nesta população quando comparado ao controle e ao exercício.

Endereço: http://repositorio.unb.br/handle/10482/32621

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