Estratégias Para o Ensino Inclusivo de Alunos com Deficiência nas Aulas de Educação Física

Por: Alex Fabiano Santos Bezerra.

108 páginas. 2010 08/11/2010

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Resumo

Estudo aborda as estratégias para o ensino inclusivo de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física escolar. Como objetivo procurou-se analisar as estratégias utilizadas pelo professor de Educação Física, que possuíam alunos com deficiência matriculados em suas aulas, em escolas do Ensino Fundamental da Rede Municipal da cidade de São Luís - Ma. Caracterizou-se as estratégias de ensino utilizadas pelos professores de Educação Física em classes que possuíam alunos com deficiência incluídos; e descreveu-se as manifestações dos alunos da sala, frente às estratégias de ensino. O estudo foi realizado por meio da análise microgenética com enfoque na teoria histórico-cultural de Vigotski, em quatro escolas públicas da rede municipal de Educação, identificadas como escola A, B, C, e D. Os sujeitos foram quatro professores de Educação Física, 14 alunos com deficiência e 128 alunos das respectivas salas. Como instrumento, utilizou-se o registro em vídeo digital, com três coletas em tempo médio de 15 minutos por escola, totalizando-se 218 minutos e 26 segundos de vídeo, que foram analisados nos momentos: no início das aulas, no desenvolvimento e na etapa final. Os resultados apontaram as aulas: primeira aula da Escola A, segunda da B, primeira da C e a primeira da Escola D, como as aulas menos inclusivas; e as aulas: terceira da Escola A, primeira da B, terceira da C e segunda da Escola D, como as aulas mais inclusivas. Nos momentos iniciais das aulas de Educação Física, as categorias: estratégias de organização e distribuição dos alunos; estratégias de instrução; primeira estratégia; estratégia de exclusão e inclusão; e estratégias de convivência, surgiram como as estratégias primordiais na promoção do ensino inclusivo. No desenvolvimento da aula, as categorias: conteúdo, adaptação de regras; estratégias de exclusão ou inclusão; estratégias de ensino inclusivo; estratégias individuais e em grupo; e especificidades das deficiências, surgiram como principais nessa etapa. Nos momentos finais as categorias: estratégias de exclusão e inclusão; estratégia do momento livre; e estratégias de finalização e consolidação, surgiram como as mais importante para essa etapa da aula. Durante as aulas, o conteúdo do jogo e do esporte foram identificados como os únicos conteúdos presentes. Além disso, das 12 aulas, apenas três apresentaram o ensino centrado no aluno, portanto, as aulas mais inclusivas, coincidiram com as que apresentaram um estilo de ensino mais centrado no aluno. Conclui-se que as estratégias de ensino mais indicadas para o encaminhamento do ensino inclusivo das aulas de Educação Física são as estratégias de ensino: organização dos alunos no espaço da quadra; estratégia de instrução; a primeira estratégia; estratégia de convivência; estratégia de adaptação; estratégia de ensino inclusivo; estratégia de aula livre; e estratégia de finalização e consolidação. Com isso, para que o ensino encaminhe-se numa direção mais inclusiva é imprescindível que o professor planeje, flexibilize, crie e oportunize a criação de estratégias em todos os instantes da aula, para que as aulas de Educação Física contribuam significamente com a educação de qualidade para todos.

Endereço: http://www.marilia.unesp.br/#!/pos-graduacao/mestrado-e-doutorado/educacao/teses/

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