Estratégias Para o Estudo do Conhecimento da Imagem Corporal de Alunos do Curso de Educação Física

Por: J. C. Daniel e S. M. Anaruma.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Este estudo foi realizado com a intenção de provocar o conhecimento da imagem corporal de alunos de um curso de Educação Física (Bacharelado), a fim facilitar a aprendizagem do conteúdo "Imagem Corporal e seus distúrbios", assunto corrente e de grande importância na formação do profissional de Educação Física. Esta metodologia se justifica, uma vez que o próprio aluno, não se confronta com esta imagem, apesar de estar o tempo todo estudando o movimento e o corpo humano, ou analisando a imagem do outro. Para tanto, usamos dois instrumentos: Body Shape Scale de Cooper et al (1987) e um Questionário com 11 perguntas abertas, elaborado por Anaruma (2011), tanto com perguntas pessoais, como de conhecimento. Neste trabalho daremos ênfase aos resultados do Questionário. O tipo de pesquisa é de natureza qualitativa, do tipo exploratória e descritiva. Os instrumentos foram preenchidos durante uma aula, individualmente (mantendo-se o sigilo dos nomes), por 35 alunos, sendo 17 do sexo feminino, com média de idade de 22, 6 anos e 16 do sexo masculino, com média de idade de 24 anos. Com relação aos Resultados, foi feito uma Análise de Conteúdo das respostas em que destacaremos alguns resultados, sem entrar na próprio discurso, dada a limitação do espaço. Nas perguntas pessoais, observa-se que 80% de ambos os sexos não se acham feios; que em termos de aparência, tanto os homens, como as mulheres observam mais o rosto do que outras partes na mulher, e ambos têm esta expectativa. Em termos de conhecimento, quando questionados sobre a influência do meio ou da natureza sobre a formação da imagem corporal, as mulheres defendem a natureza e os homens, a cultura. Apenas 10% acreditam que seja a interação entre ambos. Sobre o conceito de imagem corporal, 90% confirma que é a forma como cada um vê seu corpo, "como se enxerga". Quanto a fase e quem se desenvolve a imagem corporal, há várias divergências; não ouve consenso, demonstrando, inclusive, falta informação correta. Sobre os distúrbios da imagem corporal, só responderam 60 % dos alunos. Aparecem os distúrbios clássicos como anorexia, bulimia e vigorexia, mas não aparece a obesidade e a ortorexia, que é relativamente recente. Sobre a importância do estudo no curso, 80% julga importante. Finalmente, a última pergunta que tratava sobre como o profissional da Ed, Física pode trabalhar com a imagem corporal, há várias posições que sinteticamente se resume em: conseguir o diálogo sobre o assunto; a construção de um senso crítico das pessoas, principalmente pensando no padrão vigente de corpo imposto; a utilização de técnicas corporais e a reflexão sobre as informações científicas. Como conclusão, verificamos que o instrumento serviu realmente como provocação para que o aluno se reconhecesse neste tema, ao mesmo tempo em que levou o professor ao conhecimento adquirido, mostrando que há algumas falhas que deveriam ser corrigidas e assim foi feito, após a devolutiva do questionário, com o próprio grupo em aula.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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