Estrutura Fatorial e Proposta de Novo Quociente Motor Para o Teste de Coordenação Corporal Para Crianças (ktk): Um Estudo com Escolares de 5 a 10 Anos de Idade

Por: João Paulo Abreu Moreira.

2016

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Resumo

O quadro atual aponta para um decréscimo dos níveis de competência motora em crianças, com consequente diminuição da prática de atividades físicas, queda nos níveis de aptidão física e prejuízos à saúde e qualidade de vida dessa população. Assim, parece importante investir em programas que busquem ampliar tal competência desde a infância, especialmente nas aulas de Educação Física. Para isso, além de estratégias de intervenção, é necessária a realização de testes motores para medir os níveis de competência motora, a fim de monitorar o processo. Neste sentido, é preciso um teste motor válido, confiável, objetivo, de baixo custo, que possa ser facilmente aplicado e analisado. O Teste de Coordenação Corporal para Crianças - KTK (Körperkoordinationstest Für Kinder) parece ser uma excelente opção. Composto por quatro tarefas: Equilíbrio na Trave, Saltos Laterais, Transferência sobre Plataformas e Saltos Monopedais, propõe medir o fator competência motora. Os objetivos da pesquisa foram testar a validade do KTK para uma amostra brasileira composta por 295 crianças, de 5 e 10 anos de idade, além de propor uma equação para o cálculo do seu quociente motor geral, que leve em consideração a influência específica de cada uma das tarefas do teste para medir a competência motora, o que não é considerado em seu formato original. Verificou-se também a influência do sexo e da idade das crianças nas pontuações obtidas por elas nos itens testados. Os resultados demonstraram que as propriedades psicométricas e a estrutura fatorial do KTK foram bem ajustadas ao modelo, que se mostrou adequado, confirmando a competência motora como seu único fator, além de mostrar que as cargas fatoriais dos itens da bateria são diferentes. Por meio da abordagem da regressão dos mínimos quadrados para obtenção do escore fatorial, chegou- se à equação para o cálculo do novo quociente motor do KTK, que leva em consideração a influência que cada sub-teste tem no resultado final da bateria e permite a comparação dos resultados entre grupos distintos. Os resultados também sugerem que a idade interfere na pontuação das quatro tarefas do KTK e do novo quociente motor e que o sexo interfere nas tarefas Transferência sobre Plataformas e Saltos Monopedais, e também no novo quociente motor. Pode-se concluir que o KTK é um teste válido e confiável para medir a competência motora de crianças brasileiras, sensível ao sexo e à idade, de simples execução, com resultados objetivos, de baixo custo, aspectos que o qualificam como um bom instrumento a ser conduzido nas escolas brasileiras. Além disso, o novo quociente motor, que ressalta o peso de cada tarefa no resultado final do teste, irá oferecer novas formas de interpretação desse resultado e novas possibilidades para a pesquisa.

Endereço: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/10006

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