Estudo Comparativo dos Níveis de Cortisol Salivar e Estresse em Atletas de Luta Olímpica de Alto Rendimento

Por: Birgit Keller.

2006 00/00/0000

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo relacionar os níveis de estresse a partir de diferentes protocolos em situações de repouso, pré e pós competição de atletas de luta olímpica de alto rendimento, além de comparar as concentrações de cortisol salivar, em repouso, antes e logo após a luta e associar as concentrações de cortisol salivar com os níveis de estresse percebido e os sintomas fisiológicos de resposta ao estresse. A amostra foi composta de 17 atletas do sexo masculino com idade entre 18 e 30 anos, com média de 23,58 (dp=3,20) anos, 65,58 (dp=51,49) meses de experiência em luta olímpica e uma média de 5,58 (dp=2,25) treinos por semana, participantes da Copa do Brasil Internacional de Luta Olímpica de 2005, realizada na cidade de São Paulo. Para a coleta de dados foram empregados três instrumentos distintos: anamnese, Inventário de Estresse Percebido (PSS-14), Inventário das Reações Fisiológicas do Estresse e tubo Salivette? para coleta de saliva. A análise estatística foi realizada com o auxílio do programa estatístico SPSS versão 13, considerando um nível de significância de p<0,05. Para verificar a normalidade dos dados foi empregado o teste de Shapiro-Wilk onde foi observada normalidade em todas as variáveis com exceção dos sintomas de estresse. Na descrição das variáveis foram empregados os procedimentos descritivos de média e desvio padrão. Nas diferentes medidas de cortisol foi utilizada uma análise de Variância de Medidas Repetidas. Para verificar a relação das respostas das concentrações de cortisol com a percepção de estresse utilizou-se a correlação de Pearson e com os sintomas de estresse a correlação de Spearman’rho. Na amostra estudada observase um aumento crescente nas concentrações de cortisol entre as diferentes medidas. O valor da concentração de cortisol em repouso (0,36ug/mL) dos indivíduos do presente estudo foi três vezes maior comparado aos valores de referência (<0,11ug/mL) dentro do ciclo circadiano. Nas comparações das concentrações de cortisol observou-se significância p=0,000. Houve diferenças significativas entre concentração de cortisol repouso e pós luta (p=0,001) e entre as concentrações de cortisol pré e pós luta (p=0,024). Não houve nenhuma correlação significativa entre as alterações de cortisol e as reações fisiológicas ao estresse e percepção de estresse. Conclui-se que as concentrações de cortisol salivar após a luta são significativamente maiores comparadas às concentrações em repouso e imediatamente antes da luta. Os inventários de estresse percebido e de reaçõesfisiológicas de estresse não apresentaram relação com as concentrações de cortisol em repouso, antes e após o combate em atletas de luta olímpica, indicando que estes instrumentos não são sensíveis para detectar os indicadores de estresse nesta população. Outros estudos devem ser realizados com diferentes indicadores para confirmar estes resultados.

 

Endereço: http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/handle/1884/11394?show=full

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