Resumo

A natação competitiva vem tendo os seus resultados melhorados a cada década. O nadador procurará desenvolver em uma prova de nado livre a maior velocidade média possível e isso faz com que a diferença entre as forças propulsivas desenvolvidas por ele e as forças resistivas que seu corpo encontrará com o contato com o meio líquido, deva ser o suficiente para levá-lo à frente e cada vez mais rápido. A velocidade média () é fruto do produto da freqüência (), e do comprimento médio de braçada () conseguido pelo nadador. Para sabermos a , o e consequentemente a de um nadador basta sabermos a distância nadada, o tempo gasto para nadar o percurso e o número de ciclos da braçada. Como o número de ciclos da braçada é facilmente contado e sendo o mesmo um parâmetro que pode ser utilizado para medirmos a eficiência mecânica do nadador, o nosso objetivo foi investigar o comportamento do e da do nado crawl de nadadores brasileiros, subdivididos em 2 níveis competitivos (nível nacional - nn e nível regional - nr) e nadadores internacionais (nível mundial - nm) tendo assim condições de comparar as variáveis estudadas (,, ) em diferentes níveis de eficiência. Tornou-se necessário formularmos 3 objetivos secundários, onde no objetivo 1 comparamos , e de nn e nr, quando através do Speed Test (ST) medimos a velocidade máxima dos mesmos. No objetivo 2 comparamos , e de nn em duas situações diferentes de velocidade, em uma prova de 100m nado livre e o ST. No objetivo 3 comparamos em relação a prova dos 100 m nado livre, as variáveis , e de nn e nm. As velocidades médias foram sempre favoráveis aos nm, nn e nr respectivamente, quando os grupos foram comparados. Isto mostra que os grupos foram representativos quanto a habilidade de competição. Em relação a variável os resultados indicaram que quanto maior o nível competitivo maior os valores de para a distância nadada. Ou seja, os nadadores mais habilidosos nadam com maior e também maior . Quanto a , o grupo nm nadou os 100 m nado livre com menor número de ciclos de braçada e menor do que o grupo nn. Quando em velocidade máxima os nn não foram capazes de nadar a distância com uma menor do que o grupo de nr. Quando comparados os resultados dos nn em uma prova de 100 m nado livre e o ST, pode-se observar que para uma maior velocidade média (ST) houve um aumento da e uma diminuição do . Não houve correlação entre as variáveis estudadas entre os 100 m e o ST. Em média os nn nadam os 100 m nado livre com 85 ciclos de braçada, enquanto os nm o fazem com 72 ciclos. Os dados analisados levam a crer que quanto melhor for o nível de desempenho competitivo do nadador e por isso maior a atingida em determinada distância nadada, maior será o e menor a e que para o mesmo nadador aumentar a sua próxima da velocidade máxima deverá acompanhar um aumento da e uma diminuição do . Provavelmente a e o poderão servir de parâmetro para a análise da eficiência quanto a habilidade competitiva do nadador.

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