Estudo de Associação Entre Adiposidade Corporal, Força Muscular, Distrubuição de Pressão Plantar, Estabilidade Postural e Risco de Quedas em Mulheres Idosas

Por: Silvia Gonçalves Ricci Neri.

144 páginas. 2016 03/11/2016

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Resumo

OBJETIVO: Verificar a associação entre adiposidade corporal, força muscular, distribuição de pressão plantar, estabilidade postural e risco de quedas em mulheres idosas. MÉTODOS: Participaram deste estudo 73 mulheres idosas (67,58 ± 6,04 anos, 1,56 ± 0,06 m, 67,59 ± 11,25 kg), as quais foram submetidas à avaliação antropométrica e à absortometria de raio-x de dupla energia (DEXA) para mensuração da adiposidade corporal. A força muscular foi avaliada por meio da força de preensão palmar, utilizando um dinamômetro de preensão manual, e da força dos extensores de joelho do membro inferior dominante, utilizando um dinamômetro isocinético. Para mensurar a distribuição de pressão plantar foi utilizada uma plataforma de pressão. A estabilidade postural, por sua vez, foi avaliada em uma plataforma de força. Por fim, para estimar o risco de quedas, o QuickScreen Clinical Falls Risk Assessment, o teste Timed Up and Go e a Escala de Eficácia de Quedas - Internacional foram aplicados. Para verificar a associação entre a adiposidade corporal e as variáveis dependentes, foi utilizado o teste de Correlação de Pearson e o teste de Correlação de Spearman. Adicionalmente, a amostra foi estratificada de acordo com diferentes índices de adiposidade, e a comparação entre os estratos foi efetuada por intermédio dos testes ANOVA one-way, Kruskal-Wallis e Qui-quadrado, Também foi calculado o Odds Ratio para quedas nas idosas classificadas nos estratos superiores de adiposidade corporal. O nível de significância adotado foi de p< 0,05. RESULTADOS: A adiposidade corporal se associou negativamente com a força muscular relativa. Observou-se, ainda, que o excesso de adiposidade estava relacionado a um comprometimento da distribuição de pressão plantar, caracterizado, sobretudo, por maior força máxima na maioria das regiões do pé, maior área de contato e maior pico de pressão no mediopé, e valores mais elevados do índice de arco dinâmico. Quanto à estabilidade postural, idosas com maiores índices de adiposidade exibiram maior amplitude de deslocamento do centro de pressão nas direções anteroposterior e mediolateral. Ademais, a adiposidade corporal se correlacionou positivamente com o risco de quedas. CONCLUSÃO: O excesso de adiposidade corporal está associado a um risco de quedas aumentado em mulheres idosas. Este risco aumentado pode ser parcialmente explicado por uma diminuição da força muscular relativa, por valores elevados de pressão no mediopé e por uma pior estabilidade postural. Salienta-se que os achados do presente estudo se agregam a evidências prévias que apontam a obesidade como um importante fator de risco para quedas em mulheres idosas.

Endereço: http://googleweblight.com/?lite_url=http://repositorio.unb.br/handle/10482/21657&lc=pt-BR&s=1&m=638&host=www.google.com.br&ts=1513593530&sig=AOyes_RwBakvi3P2DepjZUMcaXGVYQPj0g

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