Estudo Descritivo da Interação Social Entre Professores e Alunos Deficientes Mentais em Situação de Ensino.

Por: Enicéia Gonçalves Mendes.

161 páginas. 1987

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Resumo

As habilidades sociais têm sido assunto de interesse na educação de crianças consideradas deficientes mentais. O presente estudo é parte de um projeto destinado a descrever e analisar a interação social entre professores e alunos deficientes mentais. O objetivo específico foi investigar os efeitos de variáveis tais como a situação de ensino (individual ou em grupo), o tipo de tarefa (motora ou verbal) e características comportamentais de cada um dos membros de uma díade em interação social. A interação entre seis díades professor-aluno, foi registrada por um sistema de vídeo-cassete, num total de 70 sessões e 12 horas de duração. Os sujeitos foram dois professores e três alunos portadores de deficiência mental de uma escola especial. Cada um dos professores foi observado interagindo com cada um dos três estudantes, em situação de ensino individual e em pequenos grupos, envolvendo três tipos de tarefas (motora, verbal e motora-verbal). O procedimento empregado permitiu o registro da freqüência de 86 categorias de comportamentos. Foram também registradas as ocorrências de categorias simultâneas e sucessivas intra e inter-sujeitos. Os resultados mostraram que 50 % das categorias de ações emitidas em alta freqüência na situação de ensino são praticamente constantes, para professores e alunos, independente do parceiro da díade, da situação de ensino e da característica da tarefa. As demais categorias de ações apresentadas foram diversificadas e específicas para sujeitos ou mesmo díades particulares. Por outro lado, a taxa relativa de cada categoria variou dependendo do sujeito, do parceiro, da situação de ensino e das características das tarefas. Os dados sugerem que a condição individualizada apresenta maiores vantagens no ensino de objetivos acadêmicos enquanto que a situação de grupo parece mais adequada para a promoção de habilidades sociais. O delineamento observacional empregado, no qual cada sujeito foi focalizado interagindo com diferentes parceiros e sob diferentes condições parece ter sido apropriado para identificar algumas relações que sugerem que o repertório comportamental em uma situação semi-estruturada é, em parte, uma função de contingências operando naquela situação particular. Os resultados também sugerem que um sistema formalizado de contingências operando na sala de aula traz implicações para a educação especial e para a formação de professores especializados. Estas implicações estão relacionadas à promoção de habilidades sociais para o deficiente mental e para o planejamento e aplicação sistemática de programas de ensino individualizado.

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