Estudo do Nível de Ansiedade e Satisfação Corporal em Dependentes de Exercícios Físicos Submetidos à Abstinência Aguda

Por: F. L. T. Guerra, M. L. Batista, M. L. Magalhães, M. M. S. Silva e N. V. Pinto.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A dependência de exercícios físicos é reconhecida como um transtorno psico-comportamental que pode, em momentos de abstinência, promover entre inúmeros sintomas, a ansiedade e insatisfação corporal. Este estudo teve como objetivo investigar o nível de ansiedade e a satisfação corporal em dependentes de exercícios físicos submetidos à abstinência aguda. Trata-se de uma pesquisa de descritiva, transversal com análise quantitativa, composta por 54 mulheres com idade média de 29 anos (±7,3) dependentes de exercícios físicos, divididas entre os grupos G1, mulheres em abstinência completa de exercício físico; G2, praticantes de exercícios físicos leves; e G3, praticantes de exercícios vigorosos. Para a classificação de dependência psicológica foi utilizado o Negative Addiction Scale de Hailey & Bailey, adaptado por Rosa (2003). A imagem corporal foi avaliada por meio da escala de nove silhuetas adaptado por Damasceno (2004), sendo a satisfação corporal identificada pela diferença entre a silhueta atual (como o indivíduo se vê) e a ideal (como se idealiza). A ansiedade foi investigada através da aplicação do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). Todos os testes foram aplicados antes e após o período de 15 dias de intervenção. Os dados de dependência psicológica e ansiedade foram analisados por um psicólogo clínico. Utilizou-se ANOVA seguido do teste de Bonferroni para a análise estatística, considerando-se significativos valores de p<0,05. Os resultados apontaram valores semelhantes para a satisfação corporal entre G2 (1±0,8) e G3 (1±0,2) em relação ao G1 (3±1,1). A ansiedade-estado foi significativamente ampliada no grupo G1 de 45 (±2,7) para 51(±4,4), contraposto ao G2 que reduziu de 46 (±4,1) para 38 (±1,1) e ao G3, com decremento de 45 (±3,3) para 34 (±2,1) escores médios. A ansiedade traço não apresentou alterações significativamente diferentes em nenhum dos grupos investigados. Em conclusão, pode-se identificar que houve uma redução na satisfação corporal da amostra quando submetidas à abstenção aguda de exercícios físicos e que a prática física promove a redução significativa da ansiedade estado. Apoio IFCE e CNPq

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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