Estudo Longitudinal- Tracking de 4 Anos - da Aptidão Física de Mulheres da Maioridade Fisicamente Ativas

Por: Marcela Telles Ferreira, Rosangela Villa Marin, , e .

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.12 - n.3 - 2004

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Resumo

Poucos estudos longitudinais têm sido feitos, especialmente em países em desenvolvimento, para analisar o impacto do envelhecimento na aptidão física e capacidade funcional. O objetivo deste estudo foi determinar a evolução do perfil antropométrico e neuromotor da aptidão física de mulheres ativas maiores de 50 anos de idade em um período de quatro anos (1997-2001). Este estudo é parte do Projeto Longitudinal de Envelhecimento e Aptidão Física de São Caetano do Sul. A amostra foi composta por 82 mulheres de 50 a 82 anos de idade (x: 68,9 ± 6,6 anos) participantes de um programa de exercícios aeróbicos, duas vezes por semana, 50 minutos por sessão durante 5,1 ± 4,2 anos em um centro da terceira idade. As variáveis antropometricas mensuradas foram: peso corporal, estatura, índice de massa corporal (IMC), dobras cutâneas (tríceps, subescapular e suprailiaca), circunferências de braço (CB) e perna(CP), assim como de cintura e quadril, e relação cintura/quadril. Os testes neuromotores incluíram: força muscular dos membros inferiores (impulsão vertical) e superiores (dinamometria manual) e flexibilidade do tronco. A análise statística utilizada foi o teste de hipótese para amostras dependentes, a correlação linear de Pearson e o delta percentual. O nível de significância adotado foi de p<0,01. Os resultados mostraram diminuição significativa da adiposidade (- 9,5%) após 4 anos. No entanto as outras variáveis antropométricas não apresentaram nenhuma diferença significativa em relação aos dados de base. Em relação ao perfil neuromotor houve um aumento significativo da flexibilidade (12,7%) e diminuição significativa da força muscular de membros inferiores (-22,0%), embora não houve mudanças na força de membros superiores (1,8%). Também não houve alterações das CB e CP (0,7%) após 4 anos. Não houve associação entre a força muscular de membros superiores e inferiores com a evolução das CB e CP respectivamente. Os resultados sugerem que um programa de atividade física (AF) regular contribui para reduzir a adiposidade, ou pelo menos manter as variáveis antropométricas que usualmente são afetadas negativamente pelo envelhecimento. A AF regular também parece promover a flexibilidade e a manutenção da força muscular de membros superiores, mas parece não prevenir a perda da força dos membros inferiores que comumente acontece com a idade. PALAVRAS-CHAVE: Envelhecimento, aptidão física, atividade física, capacidade funcional, estudo longitudinal.

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