Estudo da Validação do Questionário de Ambiente de Grupo e Sua Relação com a Liderança no Contexto Esportivo Competitivo

Por: José Roberto Andrade do Nascimento Junior.

2011 09/12/2011

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Resumo

O objetivo deste estudo foi validar o Questionário de Ambiente de Grupo (QAG) e suas conexões com o contexto esportivo. O estudo foi dividido em duas partes: Estudo (1) validação do Group Environment Questionnaire para a língua portuguesa; e Estudo (2) análise da coesão de grupo e do comportamento de liderança do técnico das equipes de futsal. No Estudo (1), fizeram parte da amostra 502 atletas adultos do gênero masculino e feminino das modalidades coletivas futebol (97), futsal (83), voleibol (142), basquetebol (55), handebol (60), rúgbi (49) e vôlei de praia (16) de cidades da Região Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. Como instrumento para o processo de validação (Estudo 1) foi utilizado o Group Environment Questionnaire. Para tanto, foram utilizados os métodos de dupla tradução reversa (back translation), análise de conteúdo dos itens, análise da consistência interna por meio do coeficiente alfa de Cronbach, análise da fidedignidade teste-reteste através do coeficiente de correlação intraclasses e a validade de constructo por meio da análise fatorial confirmatória. No Estudo (2), foram sujeitos todos os atletas adultos (122) e os respectivos técnicos (8) das oito melhores equipes do Campeonato Paranaense de Futsal-Chave Ouro 2010, totalizando 130 sujeitos. Como instrumentos foram utilizados a Questionário de Ambiente de Grupo (QAG) e a Escala de Liderança no Desporto (ELD). Para análise dos dados foi utilizado o teste Kolmogorov Smirnov, Anova de Medidas Repetidas, "U" de Mann-Whitney e Correlação de Spearman (p<0,05). Os resultados do Estudo (1) demonstraram que todas as dimensões do QAG apresentaram elevados coeficientes de consistência interna (α=0,76 a α=0,83), além da alta fidedignidade teste-reteste que foi encontrada por meio do coeficiente de correlação intraclasse (r=0,95 a r=0,96); quanto à validade de constructo, dois itens do QAG (2 e 5) foram excluídos do modelo por não apresentarem fiabilidade individual; de uma forma geral os valores dos indicadores globais de ajustamento do modelo inspecionado para o QAG com 16 itens resultantes da análise fatorial confirmatória (X2=309,72, gl=95, p≤0,001; X2/gl=3,02, GFI=0,936; AGFI=0,90, CFI=0,93; TLI/NFI=0,93/0,91, RMSEA=0,06) expressam a sua validade de constructo. Os resultados do Estudo (2) demonstraram que atletas de futsal de rendimento são focados na coesão para a tarefa em detrimento à coesão social (p=0,001); verificou-se diferença significativa no nível de coesão de grupo entre as equipes da Liga Nacional e as equipes do Campeonato Paranaense (p=0,001); observou-se que os atletas perceberam que seus técnicos demonstraram um comportamento baseado principalmente em treinoinstrução (Md=4,2), reforço (Md=4,1) e suporte social (Md=3,7), além de estilo mais democrático em detrimento ao autocrático (p<0,05); os técnicos das equipes do Campeonato Paranaense forneceram mais instruções, reforço e suporte social aos atletas, além de apresentarem estilo mais democrático em detrimento aos técnicos da Liga Nacional (p<0,05); verificou-se que quanto mais os técnicos fornecem instruções, suporte social e reforço, maior é a coesão de grupo das equipes e que quanto mais autocrático é o técnico, menor é a coesão para a tarefa (p<0,05); percebeu-se que as equipes comandadas por técnicos com estilo democrático apresentaram maior nível de coesão para a tarefa em detrimento às equipes com técnicos autocráticos (p<0,05). Conclusão: Estudo (1) - o instrumento QAG é válido e confiável para a realidade paranaense e brasileira; Estudo (2): o estilo de liderança do técnico é um elemento interveniente na percepção de coesão das equipes de futsal.

Endereço: http://nou-rau.uem.br/nou-rau/document/?code=vtls000195811

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