Eu Não Brinco na Hora de Lição: Narrativas Sobre Sentidos Produzidos Por Crianças em Três Escolas Transformadoras no Brasil e em Portugal

Por: Ana Lucia Werneck Veiga.

316 páginas. 2018 20/08/2018

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Resumo

Este trabalho traz o processo de imersão da pesquisadora em três escolas, uma no Brasil e duas no Exterior, em Portugal. A pesquisa teve como pergunta geradora: Como estudantes reconstróem suas experiências nos movimentos de três escolas em seus processos de superação do modelo instrucionista de ensino? Como objetivo geral, buscou-se verificar como estudantes reconstróem pela experiência sua participação nesses movimentos de superação? Como objetivos específicos, compreender como esses estudantes reconstróem sua participação, decisões, caminhos; como relacionam-se com os outros e como as escolas promovem possibilidades de opinião a eles; que movimentos cada escola (escola do Projeto Âncora, Escola da Ponte e Escola A Voz do Operário da Graça) fez/ faz para superar o modelo instrucionista de ensino; como pesquisadora, que marcas minhas vivências produziram sobre os objetos em movimento? Através do cruzamento de pesquisa bibliográfica e documental, observações e entrevistas, Roda de Conversa, além de acesso a materiais de estudo dos alunos, são recuperados no processo de narração pela pesquisadora os sentidos produzidos sobre esses movimentos, sobre as construções sociais que são estas escolas. Os sujeitos participantes foram quatro professores, um diretor pedagógico, nove estudantes com idades entre 9 e 13 anos. As imersões levaram a estudos sobre o ensinar e o aprender (KOHAN, 2003), a educação aberta (BRUNO, 2016c), a metodologia de projetos de aprendizagem (CHAVES, 2015), a autonomia (FREIRE, 1977, 2002; DEMO, 2010), a educação dialógica e as comunidades de aprendizagem (FLECHA, 1997), as formas escolares de relações sociais (PAULUS, 2013), a alteridade (MIOTELLO; MOURA, 2012), o Movimento da Escola Moderna (FERNANDES, 2003; GONZÁLES, 2002; NIZA, 2014, 2017, PAULUS, 2013), vivência e linguagem na perspectiva histórico-cultural (BAKHTIN, 2002,1992; BRUNER, 1997,1998, 2001; VIGOTSKI, 1935/ 2010, 1996, 2001, 2003), experiência (LARROSA 2015, 2010), cultura curricularizada e escola (SACRISTÁN, 2005; LAHIRE, 2008). A pesquisa mostrou que mesmo esses projetos que tentam superar o ensino instrucionista elaboram e produzem uma cultura curricularizada no processo de suas construções sociais. Foi possível verificar que para decidir, opinar, participar, foram produzidas “ferramentas fortes” (dispositivos pedagógicos) como formas de relações sociais particulares em que há esquemas de comunicação que são constitutivas de uma relação com o poder.

Endereço: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/9224

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