Exercício Físico e Depressão: Efeitos em Desfechos Clínicos e em Biomarcadores

Por: Felipe Barreto Schuch.

144 páginas. 2015 00/00/0000

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Resumo

O exercício físico vem sendo cada vez mais utilizado como uma intervenção terapêutica para a depressão. Diversos estudos mostram a sua eficácia em episódios depressivos mais leves. Sua eficácia em episódios mais graves como em indivíduos hospitalizados ainda não foi suficientemente estudada. Faltam informações também sobre a existência de fatores que possam predizer ou moderar o efeito antidepressivo do exercício como também informações sobre os potenciais mecanismos ou correlatos biológicos que possam estar associados aos efeitos antidepressivos do exercício em indivíduos deprimidos. A presente tese consiste de quatro artigos, sendo o primeiro uma revisão sistemática sobre os potenciais fatores preditores ou moderadores do efeito antidepressivo do exercício, o segundo, uma revisão sistemática sobre os potenciais mecanismos ou correlatos biológicos do exercício, o terceiro, um ensaio clínico randomizado avaliando os efeitos do exercício físico em pacientes internados com depressão grave, e o ultimo, uma análise dos efeitos do exercício em marcadores de neurogênese e estresse oxidativo. Os resultados encontrados na primeira revisão sugerem que existem vários potenciais candidatos a preditor ou moderador do efeito antidepressivo do exercício físico; entretanto, a literatura não é suficientemente robusta para sugerir de forma consistente sua existência. De acordo com a segunda revisão, o exercício pode potencialmente promover respostas agudas em diversos biomarcadores. No entanto, as respostas crônicas em adaptação ao treinamento parecem ser menos consistentes. Cabe ressaltar que a literatura apresenta diversas limitações importantes, impedindo conclusões mais sólidas, tanto para as respostas agudas quanto para as crônicas. Com o ensaio clinico, evidenciamos que o exercício físico pode ser uma intervenção terapêutica eficaz na redução dos sintomas depressivos e na melhora de alguns domínios da qualidade de vida de participantes hospitalizados com depressão grave. Enquanto no ultimo artigo, utilizando uma amostra do ensaio clinico, foram encontradas diminuições nos níveis séricos de marcadores de stress oxidativo, porem, não houve alterações nos níveis de marcadores de neurogênese. A presente tese avança no entendimento do fenômeno do efeito antidepressivo do exercício, achando pontos a serem explorados em futuras investigações. Demonstra, também, a eficácia do exercício em pacientes hospitalizados com depressão grave. Por ultimo, mostra que existem diversos potenciais mecanismos e correlatos biológicos que possam vir a explicar ou estar associados a este efeito antidepressivo.

Endereço: http://hdl.handle.net/10183/116782

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